O candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), causou polêmica ao se autodeclarar pardo no registro de candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O caso ganhou mais repercussão após sabatina na TV Bahia, afiliada da TV Globo, no último 12 de setembro. O candidato foi questionado sobre o tema e reafirmou que se considera pardo. “Você pode me colocar ao lado de uma pessoa branca, há uma diferença bem grande. Negro, não, jamais diria isso”, afirmou.
O entrevistador esclareceu que, de acordo com os critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra é composta por pardos e pretos. Em resposta, ACM disse: “Então o erro é do IBGE, não é meu”.
A fala acendeu o debate e gerou memes nas redes sociais. Internautas notaram que o candidato parecia mais “bronzeado” que o normal. Na Bahia, cerca de 80% da população se declara negra, segundo dados do próprio IBGE.
Distribuição de fundos de campanha
Apesar das piadas, as críticas contra o candidato ao governo da Bahia chamam atenção para a regra que passou a valer a partir destas eleições e determinam que sejam contabilizados em dobro os votos dados a mulheres ou candidatos negros para a distribuição dos recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral.
Diante disso, especialistas apontam que o critério de autodeclaração pode não corresponder com o perfil real dos candidatos.
Nas últimas semanas, ACM viu os índices de intenções de voto cairem de 54%, na primeira pesquisa Datafolha, para 48%, no levantamento divulgado nesta quarta-feira (21/9). Ao mesmo tempo, seu adversário, o candidato do PT, Jerônimo, passou de 16% na pirmeira rodada para 31%.
As informações são do Metrópoles.








