Chega a mais de 50 o número de mortos no motim do Complexo Penitenciário do Puraquequara (UPP) na zona rural de Manaus
Reuters
Uma rebelião em um presídio de Manaus decorrente de uma briga de facções deixou 56 mortos, disseram nesta segunda-feira autoridades do Estado do Amazonas, no pior episódio de violência no superlotado sistema penitenciário do país em quase 25 anos.
O motim no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) teve início no domingo e só foi encerrado na manhã desta segunda, após uma negociação entre as autoridades e os presos que comandavam a rebelião, segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, Sérgio Fontes.
“Essa briga de facção gerou uma quantidade grande de mortos”, disse o secretário em entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle, em Manaus.
O motim começou no domingo à noite e foi controlado por volta das 7h da manhã desta segunda, segundo o secretário. De acordo com Fontes, não houve invasão do Compaj por parte das forças de segurança do Estado por temores das possíveis consequências.
“A opção de invasão não foi considerada viável, até porque as consequências seriam imprevisíveis, então nós optamos pela negociação”, afirmou. “Isso não quer dizer que não vai haver responsabilização. Obviamente os presos que cometeram os assassinatos serão responsabilizados”.
Comunicado da Secretaria de Comunicação Social do Estado do Amazonas mais tarde informou que foi criada uma força-tarefa para investigar o motim e seus responsáveis.
“O objetivo também é identificar os líderes do movimento no dia 1º de janeiro e responsabilizá-los criminalmente”, diz o comunicado.
Um vídeo publicado no site do jornal local Em Tempo mostrou as imagens de diversos corpos ensanguentados e desmembrados em cima uns dos outros no chão do presídio.








