Após uma paralisação na última terça-feira (29), os entregadores e motoristas de aplicativo marcaram uma nova greve para esta sexta-feira (1º) em todo o país. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e aumento do valor mínimo por corrida.
Os trabalhadores não descartam estender a paralisação para sábado (2) e domingo (3), dependendo da adesão da categoria. Uma das reclamações dos trabalhadores é que a plataforma IFood teria descumprido um plano de ações prometido aos entregadores no 1º Fórum de Entregadores do Brasil, realizado em dezembro.
Entre as promessas descumpridas pelo iFood, estariam o aumento anual dos repasses e tornar mais rápido o processo em que um entregador deixa de trabalhar cumprindo horário e passa para o modelo em que ele tem mais autonomia para entrar e sair.
Além disso, a categoria defende que exista algum índice que possa reajustar o valor do serviço, corrigindo distorções e acompanhando o aumento de preço dos combustíveis.
Em São Paulo, os entregadores prometem fazer um protesto na sede do iFood, localizada em Osasco, na região metropolitana.
Reajustes não repassados
Após a Petrobras anunciar, no último dia 10, mais um aumento no preço dos combustíveis, de 19% para a gasolina e 25% para o diesel, a Uber, a 99 e depois o iFood, afirmaram que fariam reajustes nas remunerações aos trabalhadores.
A 99 prometeu um aumento de 5% no valor do quilômetro rodado e a Uber, um reajuste temporário de 6,5% por corrida. Os trabalhadores apontam, entretanto, que o reajuste não foi repassado para eles.
O presidente do Sindicato dos Prestadores de Serviços por Aplicativos (SindMobi), Luiz Corrêa, afirma que há corridas em que as empresas descontam até 50%. “Durante os últimos anos, 35% da categoria deixaram de trabalhar como motorista de aplicativo. A nossa pauta é aumento dos ganhos”, disse ao jornal O Dia.








