Em seu primeiro discurso do Estado da União, na última terça-feira (1º), o presidente dos EUA, Joe Biden, mostrou a visão do seu governo sobre o país neste momento de tensão global, em decorrência do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
O discurso tradicional de Biden começou justamente com a crise da Ucrânia e depois deu lugar à agenda nacional, enfocando também a pandemia do novo coronavírus e seus efeitos deletérios.
A versão Biden para os EUA é duramente criticada pela oposição republicana, que tem grandes chances de eleger maioria no Congresso nas próximas eleições legislativas.
O governador de Iowa, Kim Reynolds, um republicano, disse em reação ao discurso, que sob a administração Biden, os EUA retrocederam ao final dos anos 70 ou início dos anos 80, “quando a inflação descontrolada atingiu famílias, a onda de crimes violentos esmagou nossas cidades, e os militares soviéticos estavam tentando redesenhar o mapa mundial”.
O governador lembrou a “desastrosa retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão” no ano passado, um movimento que, segundo ele, “traiu os aliados”, conforme cita reportagem da Hispantv.
A operação russa na Ucrânia levou os republicanos a aumentar os esforços para combater a manipulação de Biden sobre a questão.
Para Reynolds, “a abordagem do presidente à política externa sempre foi tarde demais”, porque “não podemos projetar força no exterior se formos fracos em casa”, acrescentou.
Reynolds também atacou os democratas pelo que classificou de manipulação da pandemia em todo o país. Ele denunciou o fechamento de escolas, entre outras medidas, que acredita ter produzido custos significativos.
As críticas à manipulação dos inquilinos da Casa Branca sobre os desafios domésticos e internacionais têm aumentado. O índice de aprovação do presidente Joe Biden já caiu para 37%, a mais baixa de todos os tempos, de acordo com uma nova pesquisa do Washington Post-ABC News.








