Três brasileiros que participaram da invasão ao Capitólio, em janeiro do ano passado, em Washington, nos Estados Unidos, respondem criminalmente na justiça americana. Um deles já foi condenado e outros dois foram presos. As informações são do Jornal O GLOBO.
Contra o trio pesam acusações de conduta desordeira, desordem civil, entrar ou permanecer conscientemente em qualquer prédio ou terreno restrito sem autorização legal. Todos eles foram flagrados dentro da sede do Legislativo americano quando o prédio foi invadido por apoiadores do ex-presidente Donald Trump.
O caso mais recente foi o de Letícia Vilhena Ferreira, de 32 anos, presa nesta quarta-feira na cidade de Indian Head Park, no estado de Illinois. Imagens das câmeras de segurança registraram a brasileira dentro do prédio em meio à multidão, usando uma jaqueta camuflada e um gorro vermelho com o nome do então presidente Trump.
Em um dos vídeos, ela está na cripta do Capitólio, local onde os invasores pararam e gritaram palavras de ordem como “nossa casa” e “pare o roubo”.
Durante o motim, os apoiadores de Trump atacaram fisicamente os policiais do Capitólio que tentaram impedir o avanço dos invasores. De acordo com a denúncia, Letícia aparentemente não participou de nenhum ataque aos policiais.
Os investigadores tiveram acesso a mensagens trocadas por Letícia em seu celular. Em uma das conversas, no dia seguinte à invasão ao Capitólio, a brasileira trata abertamente do assunto e afirma que foi “irresponsável” ao participar do motim.
— Você acha que eles vão atrás de todos que estiveram no Capitólio? — pergunta Letícia.
— Não fique triste. Esteja preparada. Estamos todos ferrados — respondeu o interlocutor. — Sim, eles vão atrás de todas aquelas pessoas — acrescentou o amigo da brasileira.
— Eu fui tão irresponsável de andar até lá. Estava com uma família legal. Um senhor e dois filhos. Caminhada pacífica — disse Letícia.








