Por diferença de apenas um voto, o vereador Marquinho Bacellar (SD), foi eleito presidente da Câmara Municipal de Campos em sessão realizada nesta terça-feira (15).
A escolha da mesa diretora para o próximo biênio (2023-2024) foi antecipada pelo atual presidente e parlamentar governista, Fábio Ribeiro (PSD), que contava com um manifesto favorável à sua reeleição, assinado pela maioria dos pares.
Mas a união entre os grupos do secretário de Estado de Governo, Rodrigo Bacellar (PL) e do secretário de Ciência e Tecnologia de Niterói, Caio Vianna (PDT), que fazem oposição ao governo Wladimir Garotinho (PSD), conseguiu reunir 13 votos favoráveis à eleição de Marquinho, contra 12 votos de Fábio Ribeiro.
Os vereadores Luciano Riolu (PDT), Maycon Cruz (PSC), Buno Vianna (PSL) e Marquinhos do Transporte (PDT) foram decisivos para desequilibrar a disputa em favor da oposição.
A sessão desta terça-feira foi tumultuada (vídeo), com a invasão do plenário e troca de empurrões entre militantes governistas e oposição. O presidente Fábio Ribeiro chegou a suspender os trabalhos e interromper a transmissão pela TV Câmara.
A disputa da mesa diretora da Câmara sinaliza uma frente de oposição contra o governo Wladimir, com reflexos na eleição deste ano e possivelmente na sucessão de 2024.
As negociações entre os grupos de Bacellar e Caio Vianna definiram uma dobrada para o pleito de outubro. Bacellar será candidato à reeleição para a Alerj e Caio disputa uma vaga na Câmara Federal.
Bruno Vianna, filho do ex-deputado Gil Vianna, também deverá disputar uma vaga na Alerj dobrando com Caio Vianna, enquanto que Riolu vai apoiar a candidatura de Rodrigo Bacellar.
A posse do novo presidente da Câmara deverá acontecer dentro do calendário normal, em janeiro de 2023.
O pai de Marquinho Bacellar, o ex-vereador Marco Bacellar, presidiu o legislativo no biênio (2007-2008).







