Na quinta-feira (10), o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PSD), foi à Brasília e manteve um encontro com o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães. Ele chegou à capital do país com uma preocupação na bagagem: a dívida decorrente da antecipação de royalties do petróleo, formalizada com a instituição financeira em 2016, ainda no governo da sua mãe, Rosinha Garotinho.
O município foi o único a conseguir a antecipação de crédito naquele momento em que a cotação do barril do petróleo oscilava entre US$ 16 e US$ 14 no mercado internacional, uma conjuntura que associada ao desmonte da indústria petrolífera do país provocada pela Operação Lava-Jato e a política de desinvestimento da Petrobras na Bacia de Campos, levou os municípios produtores desta região a uma crise econômica e social sem precedentes.
Ver essa foto no Instagram
Judicialização da dívida
Essa dívida passou a ser um problema judicial a partir de 2017, com a posse do então prefeito Rafael Diniz (Cidadania), que desde o período em que foi vereador era um crítico da operação de crédito, por considerar que comprometeria receitas futuras do município.
Ainda em 2017, a Prefeitura conseguiu postergar pagamento de parcelas e por meio de liminar obtida junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), também reduziu o valor do parcelamento. Mas a questão permaneceu judicializada e agora a Caixa Econômica Federal está na iminência de conseguir a regularização do pagamento das futuras.
Mas a retomada do pagamento da cessão de crédito, gera um passivo avaliado acima de R$ 1 bilhão nas contas do município. É justamente este rombo no orçamento que Wladimir tenta evitar.
“Nosso objetivo é resolver um litígio judicial que dará estabilidade financeira ao município de Campos, marcando a reaproximação definitiva entre as instituições, destacou Wladimir em matéria oficial publicada no site da Prefeitura de Campos.
O prefeito também comentou o encontro com o presidente da Caixa Econômica Federal: “Foi uma reunião muito importante, visando o futuro de Campos”, disse.
Em sua participação semanal no programa Direto da Redação, com o jornalista Roberto Barbosa, o economista Ranulfo Vidigal analisou a conjuntura econômica do município e as consequências financeiras deste litígio para a economia da maior cidade do Norte Fluminense.







