A passagem nos ônibus de Campos será reajustada de R$ 2,75 para R$ 3, segundo informou o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) por meio de divulgação no site oficial do município.
O reajuste será de R$ 0,25, o que equivale a 9,09% de reajuste. Para as empresas não recompõe as perdas dos últimos 8 anos sem aumento de tarifa, já para o passageiro os 300 mil usuários que usam o transporte diariamente o novo valor vai pesar no orçamento familiar.
De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referência para a política de reajuste do salário mínimo, o peso do transporte no orçamento das famílias com renda de até três salários mínimos gira 21%.
Pesquisa de orçamento familiar realizada pelo IBGE em 2020, demonstra que o custo de transporte pulou para o primeiro lugar entre os itens que pesam nos gastos das famílias brasileiras.
Quando passa vigorar o reajuste
A nova tarifa será cobrada 90 dias após a implantação do novo sistema definitivo de integração entre os transportes de vans e de ônibus, que será adotado pelo município para equacionar o colapso no sistema de transporte coletivo.
Permissionários de vans passaram a última semana acampados na porta da Prefeitura de Campos, pedindo solução para a crise no sistema de mobilidade, enquanto passageiros protestavam nas redes sociais e fechando rodovias (vídeo acima).
O novo sistema é decorrência de um acordo mediado pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) entre empresários do setor das empresas de ônibus e dos permissionários de vans.
O acordo, segundo o prefeito, foi condicionado pelas empresas de ônibus ao reajuste da tarifa.
“O setor reivindica uma tarifa maior, mas fechamos neste valor, levando em conta o aumento dos insumos, aí incluídos óleo diesel, pneu, manutenção e outros”, disse o prefeito.
Para entender o caso
A Prefeitura de Campos e empresários do setor de transporte de Campos assinaram na sexta-feira (28), e na avaliação do governo municipal, isso possibilitará a implantação do novo sistema de integração do transporte público do município, o que seria “uma reivindicação dos empresários de ônibus e dos permissionários de vans. O acordo foi assinado pela Prefeitura, Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Consórcio Planície, Consórcio União e Empresa Rogil Transportes”.
Para o presidente do IMTT, Nelson Godá, com esse acordo, a prefeitura garante aos permissionários afetados por decisão judicial que os proibiu de circular no mesmo itinerário atendido por empresas de ônibus como Rogil e Consórcio Planície, a possibilidade de trabalhar.
“A prefeitura terá prazo de 90 dias para a implantação física definitiva das estações de integração”, disse Godá, acrescentando que hoje existem 235 permissionários de vans no município e, com a decisão judicial, mais ou menos 70 terão que ser remanejados das linhas que atuavam.
Na última quinta (28) e sexta-feira (29), Wladimir Garotinho participou de uma reunião com permissionários de vans em frente a sede do governo, explicando a situação.
“A população não pode ser afetada pelo problema entre as partes (vans e empresas de ônibus). Esse acordo, fará com que todos possam trabalhar. Os ônibus terão exigências a serem cumpridas, como por exemplo, o sistema de bilhetagem, implantação de georreferenciamento e aumento de veículos nas linhas. E as vans também terão que implantar GPS, porque, assim, poderemos constatar com mais exatidão onde estão as falhas”, afirmou.







