A possibilidade de vitória do segmento progressista no Brasil, representada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na eleição presidencial deste ano, é um obstáculo às ingerências dos EUA na política interna do país, segundo avalia o analista político, Juan Alberto Sánchez Marín, em entrevista à HispanTV, canal associado no Brasil à D+ News (canal 19, Ver TV).
Em entrevista concedida na sexta-feira (14), Marín explicou que os EUA apoiam o presidente Jair Bolsonaro, que “é um símbolo incondicional” da servidão aos interesses norte-americanos, além de ser última carta a Casa Branca dispõe para enfrentar Lula.
O ex-presidente lidera todas as pesquisas de intenções de votos para as eleições presidenciais marcadas para o dia 2 de outubro.
“No final, não importa o quanto tentem obstruir a estrada, a proposta progressista de Lula passa triunfante”, destaca o analista, que é diretor do dxmedio.com, em Bogotá, na Colômbia.
Na sexta-feira, o Instituto de Pesquisa Social, Política e Econômica (Ipespe), antigo Ibope, publicou os resultados de sua mais recente pesquisa, apontando Lula com 44% das intenções de votos, o que demonstra possibilidade de vitória no 1º turno.
Bolsonaro aparece em 2º lugar, com 24% das intenções de votos. Portanto, Lula tem 20 pontos percentuais à frente do adversário. Confira tabela da pesquisa estimulada:
Pesquisa Ipespe
Lula lidera todas as pesquisas há meses, e a maioria das sondagens reforçam a possibilidade de vitória no primeiro turno, com grande vantagem sobre seu rival de extrema-direita, cuja popularidade está em queda livre, principalmente devido à sua má gestão da pandemia.
Uma eventual vitória de Lula no Brasil deve realinhar o país com os Brics, saindo da atual doutrina de subserviência aos interesses dos EUA. O mundo se tornou multipolar e o protagonismo econômico está mudando de espaço: saiu da América rumo aos países euroasiáticos.
— Roberto Barbosa (@rgbarbosa) January 16, 2022
Na mais recente pesquisa do Ipespe, Lula venceria as eleições de outubro no primeiro turno com 44% dos votos, contra o presidente do país, Jair Bolsonaro, que ficaria com 24%, com vantagem de 20 pontos percentuais.
Em terceiro lugar estaria o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, com 9% dos votos, que aparece tecnicamente empatado com Ciro Gomes, que tem 7%.
A pesquisa foi realizada entre 19 e 21 de dezembro tem uma margem de erro de 3,2 pontos.







