A elevação do nível do rio Paraíba do Sul, na cidade de Campos, maior município do Norte Fluminense, com 500 mil habitantes, se aproxima dos 11 metros, a maior cota dos últimos anos.
São reflexos das chuvas de Minas Gerais e São Paulo, que passam por Campos até desaguar na praia de Atafona, em São João da Barra.
O rio está praticamente transbordando, provocando alagamentos de bairros e ruas. Na região de Barcelos, em São João da Barra, o rompimento de um dique provocou a inundação de um trecho da BR-356, propriedades rurais e a previsão é de que a água chegue às propriedades rurais da Baixada Campista.
Em Campos a ponte Barcelos Martins está interditada. Já na zona rural de São João de Barra, foi registrada também a queda da ponte de uma pequena ponte na localidade de Palacete.
Mas o que fazer para atenuar os efeitos de tanta vazão de água? Abertura de comportas é uma teoria totalmente descartada pelo superintendente do Instituto Nacional do Ambiente (Inea), Eduardo Crespo.
Em entrevista ao programa Direto da Redação, na D+ News, TV à cabo do Portal VIU! (Canal 19, na VER TV), nesta quarta-feira (12), ele afirmou que a medida apenas contribuiria para agravar a situação, inundando bairros e propriedades rurais.
“Esta não é uma solução, porque a vazão de água é muito grande e simplesmente abrir as comportas não resolveria. O que resta neste momento é esperar a situação se normalizar, o que já esperado acontecer nos próximos dias”, disse Crespo. O Inea é um órgão ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
Na cidade de Campos vários bairros estão atingidos por inundação. Nesta quarta-feira, o prefeito Wladimir Garotinho percorreu os bairros Jardim Carioca, Parque Prazeres e Aldeia, além da localidade de Três Vendas.
“O Paraíba continua subindo e várias ruas começaram a ser afetadas, com água minando pelos bueiros, na Beira Rio. As equipes estão colocando material com terra e areia, para criar uma contenção das águas. Estamos acompanhando de perto as comunidades que estão sendo afetadas e levantando as necessidades dos moradores, para minimizar os efeitos da cheia do Paraíba”, disse Wladimir.
No Parque Aldeia, junto à BR 356 (Campos-Itaperuna), o prefeito definiu uma série de ações com a Defesa Civil. Equipes colocaram um dique de contenção para diminuir o fluxo de água do Paraíba sobre a pista em direção ao bairro.
“É importante que as pessoas evitem passar no local, porque, embora não exista, até o momento, risco da pista ceder, mas a água está passando por cima da rodovia, a correnteza está forte e pedimos precaução”, destacou o prefeito.







