O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PSD), está reduzindo o feudo da oligarquia dos usineiros na Saúde Municipal. Iniciativa pode conter o desastre na gestão de um dos setores mais delicados da administração municipal e causa de um intenso desgaste para o governo.
O grupo que reinava absoluto na pasta milionária, por meio do comerciante Adelsir Barreto, à frente da presidência da Fundação Municipal de Saúde, foi deslocado a partir da publicação no Diário Oficial da última terça-feira (03), quando o prefeito nomeou o secretário de Saúde, Paulo Hirano, para comandar a autarquia.
Hinano, a partir de agora, vai acumular a nova função com o comando da secretaria Municipal de Saúde.
Pelo organograma do governo, a saúde está vinculada ao gabinete do vice-prefeito Frederico Paes, a figura da combalida oligarquia das usinas no governo municipal.
Aldesir, que chegou a ser secretário de Saúde, era seu homem de confiança e tem uma notória atuação no ramo de venda de medicamentos.
O comando da oligarquia na saúde produziu uma série de desastres administrativos, reeditando na gestão da saúde pública o mesmo fracasso que acabou com a indústria sucroalcooleira local na década de 80.
O retorno dos usineiros ao poder local por meio desta aliança com Wladimir Garotinho se deu no momento em que o prefeito se distanciou da base popular para aderir ao movimento bolsonarista, se aliando aos remanescentes de oligarcas locais, o que representou o retorno das galinhas de “galinhas velhas” para o choco.
Frederico Paes é filiado ao PMDB. Ele também é apontado como homem à serviço do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), na administração municipal.
Esse grupo atua com grande interesse em obras na saúde. No Hospital Geral de Guarus (HGG), por exemplo, o grupo seria ligado a uma empresa da Baixada Fluminense, contemplada com um contrato de R$ 16 milhões para reformar o teto da unidade de saúde. O negócio foi por dispensa de licitação.







