Usina Sapucaia, que pertence ao grupo, já está em fase de recuperação judicial
As coisas não andam muito bem no grupo MPE, empresa citada na Operação Lava Jato. Tramita na 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro o pedido de falência da MPE Montagens e Projetos Especiais S.A., empresa que nasceu de um acordo de ex-funcionários da GE e que deu origem a holding que atualmente atua em vários setores.
Na imagem acima: 01.06.2015 – Campos dos Goytacazes – RJ -Instalações da Usina Sapucaia, comprada pelo grupo MPE e conveniada com a AgeRio e a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro) | Foto: Shana Reis/SecomRJ
Outra empresa adquirida pelo grupo, a Usina Sapucaia, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, já está em processo de recuperação judicial. Só a dívida trabalhista chega a R$ 13 milhões, sem contar o passivo com fornecedores. É possível que a empresa não sobreviva até a próxima safra.
Falências Decretada
Empresa: Mpe Montagens e Projetos Especiais S/A
CNPJ: 31.876.709/000189
Endereço: Rua São Francisco Xavier, 603, 1º Andar, Bairro Maracanã
Administrador Judicial: Liquidante Judicial
Vara/Comarca: 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro/RJ
*Fonte: Jornal Valor Econômico
LAVA JATO
A MPE também foi atingida pela Operação Lava Jato e um dos seus diretores chegou a ser conduzido de forma coercitiva para prestar depoimento na Polícia Federal. O grupo atuava com obras na Petrobras e também na Usina Nuclear de Angra dos Reis, que estão imersas no esquema de propina.
Fato interessante, é que a MPE, até recentemente, proprietária da rádio Band FM na cidade de Campos dos Goytacazes, mas, a emissora passou a ter como proprietário Frederico Paes, presidente da Coagro, Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro, fornecedora da Usina Sapucaia.
A imprensa do Norte Fluminense faz silêncio sobre a situação do grupo que tem como diretor presidente o empresário Renato Abreu. Nascido na cidade de São Fidélis, ele ostenta a imagem de benemérito e mecenas regional.
O grupo empresarial, ao longo de sua história, sempre foi turbinado por financiamentos de bancos oficiais, como BNDES, Agência Rio de Fomento (AGERio) e o também combalido Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam).








