O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) vai investigar a conduta dos policiais militares que imobilizaram, com violência, uma mulher com uma criança no colo na última sexta-feira (5), em Itabira (MG). As informações são do Yahoo.
“O MPMG instaurou Procedimento Investigatório Criminal para apuração dos fatos ocorridos no dia 5/11, em Itabira, diante de indícios de violações de direitos e desvios funcionais supostamente praticados por policiais militares em abordagem a uma mulher acompanhada de crianças”, informou o órgão em sua rede social.
O #MPMG instaurou Procedimento Investigatório Criminal para apuração dos fatos ocorridos no dia 5/11, em Itabira, diante de indícios de violações de direitos e desvios funcionais supostamente praticados por policiais militares em abordagem a uma mulher acompanhada de crianças. pic.twitter.com/65Y0Xtu3wo
— MPMG (@MPMG_Oficial) November 7, 2021
O Procurador-Geral de Justiça Jarbas Soares Junior comentou sobre a ação policial, também no Twitter, e disse que será instaurado um PIC (Procedimento Investigatório Criminal).
O @MPMG_Oficial tem o dever funcional de apurar as condutas dos militares que prenderam, de forma violenta, uma senhora com as crianças no colo, hoje, em Itabira-MG. Será instaurado o PIC. Sabemos que as lideranças da @pmmg190 não coadunam com isto.
— Jarbas Soares Junior (@jarbassoaresjr) November 6, 2021
O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), manifestou sua “repulsa” contra a abordagem truculenta dos PMs e disse que a ação precisa ser apurada “com rapidez e rigor”.
O CASO
Dois policiais militares abordaram com violência uma mulher com um bebê no colo no centro de Itabira. A mulher, que não teve o nome divulgado, foi derrubada e imobilizada com o joelho de um dos PMs no pescoço, apesar de segurar o bebê.
Além do bebê, um menino que aparenta ter seis ou sete anos foi separado da mulher na hora da abordagem e entrou em desespero ao presenciar a cena. Ele gritou e tentou defendê-la, mas foi afastado pelos policiais e acolhido por testemunhas.
Várias pessoas que estavam nas proximidades tentaram interferir e uma delas pegou o bebê para protegê-lo quando a mulher já estava deitada no chão e com o joelho do policial em seu pescoço. Após ser algemada, ela foi levada pelos policiais para uma viatura.
Nas redes sociais, vídeos que mostram a abordagem foram compartilhados e motivaram comparações com o caso de George Floyd, homem negro morto aos 46 anos no dia 25 de maio de 2020 após ser algemado e ter o pescoço prensado contra o chão por um policial em Minnesota (EUA).
Em nota, a Polícia Militar de Minas Gerais informou que prendeu um casal no início da noite de sexta por porte ilegal de arma de fogo e munições.
“Durante a abordagem foram apreendidas quatro munições calibre .32 com o homem. Para impedir a apreensão da arma de fogo que estava consigo, a mulher se agarrou a uma criança, usando-a como escudo humano e se recusando a largá-la”, diz a nota.
Segundo a PM, a mulher foi projetada ao solo e imobilizada, numa queda controlada. A informação oficial é que a criança que estava no colo não sofreu nenhuma lesão: “Além da arma de fogo e das munições, uma touca ninja também foi apreendida com o casal”.







