Um investidor concluiu na última segunda-feira (13) uma transação de quase R$ 11 bilhões em bitcoins.
Além do valor impressionante, a operação chamou a atenção do mercado de criptoativos por ter levado apenas um minuto para ser feita e pelo seu preço quase irrisório de US$ 0,80 — cerca de R$ 4.
O registro da remessa foi verificado por usuários na blockchain do bitcoin no começo desta semana, mostrando a transferência de 44.598,42 bitcoins, equivalentes a R$ 2,1 bilhões. Segundo os dados da movimentação, às 18h29 do dia 13 de setembro, foi confirmado o depósito na carteira do destinatário — apenas um minuto após a solicitação de transação.
Ainda que os códigos das carteiras e suas transações sejam públicos, as identidades dos usuários são consideravelmente mais difíceis de serem reveladas. Mesmo assim, qualquer pessoa pode ter acesso aos registros de todas as transações que ocorrem na blockchain do bitcoin. Por isso, também é possível que a operação tenha sido realizada entre carteiras de um mesmo dono que queira descentralizar seus ativos para manter sua segurança.
“Alguém acaba de enviar 2 bilhões de dólares usando bitcoin e pagou uma taxa de transferência de apenas 0,00001713 BTC, ou cerca de US$ 0,80. Essa é uma taxa de transação de cerca de 0,0000000389%. Nenhuma terceira parte foi necessária. Nenhuma pessoa, governo ou empresa pode cancelar ou reverter essa transação. Oitenta centavos”, escreveu o site Coin Beast Media, um dos primeiros a detectar e divulgar a operação, no Twitter.
Os dados da transferência registrados no blockchain mostram que a transação foi enviada às 18h28 do dia 13 de setembro. Um minuto depois, às 18h29, foi confirmada e o valor já estava na carteira do destinatário. O custo da taxa, que é enviado aos mineradores que processaram aquela transação, varia de acordo com o tráfego da rede, ou seja, ficam mais caras quando o blockchain está sobrecarregado.
Como o blockchain do bitcoin é público, qualquer pessoa pode verificar as operações realizadas na rede. Os dados das transações são todos registrados de forma pública e permanente. No entanto, como os endereços são compostos por códigos, atribuí-los a um indivíduo não é algo tão simples para uma pessoa “comum” – é possível fazer isso através do cruzamento de informações, encontrando vínculos entre o endereço de uma carteira e alguma ferramenta ou plataforma que exija verificação de identidade.








