O advogado de Glaidson Acácio dos Santos, preso no início da manhã desta quarta-feira (25), afirmou não ver crime no dinheiro em espécie encontrado na mansão de seu cliente — o volume até surpreendeu os agentes da Polícia Federal (PF).
“R$ 20 milhões é uma quantia exacerbada e alta. Mas não é uma quantia que você possa afirmar que é oriunda de prática criminosa. Ganhar dinheiro, ter R$ 20 milhões em casa, isso por si só não é um crime”, afirmou Thiago Minagé.
O dono da GAS Consultoria Bitcoin era o principal alvo da Operação Kryptos, que investiga uma suspeita de pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas. A PF afirma se tratar de uma fraude que movimentou “cifras bilionárias”.
O defensor acrescentou que a prisão foi uma surpresa.
“Não esperávamos isso, não tínhamos conhecimento de algum tipo de procedimento ou investigação que pudesse levar a tal situação”, declarou o advogado.
Agentes saíram para cumprir nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão no RJ, São Paulo, Ceará e Distrito Federal. Até a última atualização desta reportagem, além de Glaidson, Tunay Pereira havia sido preso no Aeroporto de Guarulhos (SP), tentando fugir para Punta Cana, na República Dominicana. Em Cabo Frio, outro operador foi preso.
Os procurados:
Mandados de prisão preventiva:
Felipe José Silva Novais
Glaidson Acácio dos Santos (preso)
Kamila Martins Novais
Marcia Pinto dos Anjos
Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, mulher e sócia de Glaidson
Tunay Pereria Lima (preso)
Vicente Gadelha Rocha NetoMandados de prisão temporária:
Arthur dos Santos Leite
Guilherme Silva de Almeida
Lucro ‘fácil’ em ‘criptomoedas’
Glaidson prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos em bitcoins, mas a força-tarefa afirma que a GAS nem sequer reaplicava os aportes em criptomoedas, enganando duplamente os clientes.
A empresa de Glaidson tinha muitos investidores em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, que se tornou um paraíso dos golpes do tipo pirâmide financeira e ganhou até o apelido de Novo Egito, como o Fantástico mostrou há duas semanas.
“Nos últimos seis anos, a movimentação financeira das empresas envolvidas nas fraudes apresentou cifras bilionárias, sendo certo que aproximadamente 50% dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses”, informou a PF.
A empresa de Glaidson tinha muitos investidores em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, que se tornou um paraíso dos golpes do tipo pirâmide financeira e ganhou até o apelido de Novo Egito, como o Fantástico mostrou há duas semanas.
“Nos últimos seis anos, a movimentação financeira das empresas envolvidas nas fraudes apresentou cifras bilionárias, sendo certo que aproximadamente 50% dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses”, informou a PF.
A GAS não tinha site nem perfis em redes sociais, e o telefone disponível na Receita Federal não funcionava.
Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio. Também fazem parte da força-tarefa o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPF) e a Procuradoria de Fazenda Nacional.
As informações são do G1.








