Lagos é uma cidade costeira localizada na Nigéria e a mais populosa do continente africano. Com 23 milhões de habitantes, é a capital financeira do país.
De acordo com especialistas, esta cidade poderá acabar submersa nas próximas décadas e se tornar inabitável até o final deste século, em razão das mudanças climáticas.
Inundação de ruas acontece com certa frequência, de forma que a população local está acostumada com as enchentes que todos os anos atingem a cidade entre os meses de março e novembro.
Mas em meados de julho deste ano, a situação foi assustadora no principal distrito comercial da Ilha de Lagos, que experimentou uma das piores enchentes dos últimos anos.
Esses efeitos climáticos atingem as áreas costeiras da Nigéria com fortes chuvas, que causam enormes prejuízos materiais e perdas humanas, só que nas últimas décadas a situação tem se agravado.
Em declarações à agência de notícias CNN, Manzo Ezekiel, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Emergências da Nigéria (NEMA), admitiu que esses efeitos climáticos já representam um problema de grande intensidade para o país.
O pior é que diante de tamanha ameaça, Lagos já demonstrou que não está preparada para enfrentar esses efeitos da natureza.
Relatórios indicam que a infraestrutura da metrópole seria pouco adequada para suportar fenômenos ambientais.
“Há muito que precisa ser feito e ações consistentes serão empreendidas para que a Nigéria adote medidas apropriadas contra os efeitos climáticos, especialmente para se adaptar aos impactos que já estão ameaçando nossos meios de subsistência”, disse o ambientalista Seyifunmi Adebote.
Para conter a ameaça, alguns projetos já estão em andamento. Na Ilha Victoria (que faz parte de Lagos), por exemplo, será construída uma nova cidade, denominada “Eko Atlantic”.
O projeto será desenvolvido em um terreno próximo ao Oceano Atlântico, mas terá proteção contra uma eventual subida do nível do mar.
O problema é que o projeto prevê como solução a construção de muro de blocos de betão com oito metros de altura.
No entanto, o projeto por si só não resolve os problemas de Lagos, que está a menos de 2 metros do nível do mar, e de acordo com as conclusões do grupo de pesquisa Climate Central, cidades costeiras baixas em algumas partes do mundo podem ficar permanentemente submersas até o ano de 2100.
Na verdade, o estudo diz que as áreas afetadas podem afundar abaixo da linha da maré alta se o nível do mar continuar a subir.








