Há um mês, quando visitou uma operação em Minas Gerais, o presidente da JSL, Ramon Alcaraz conheceu uma operadora de guindastes que utilizava uma máquina cor de rosa. Na conversa com a funcionária ele ouviu sobre o preconceito que as mulheres passam por não serem reconhecidas como capaz de operar máquinas grandes e pesadasa. “A dificuldade está mais na nossa cabeça do que na prática”, diz Alcaraz à EXAME.
Pelo preconceito e outros fatores, o fato é que as mulheres representam apenas 0,5% do total de caminhoneiros na estrada, de acordo com o estudo elaborado pela CNT – Confederação Nacional do Transporte. Em busca de mudar um pouco esse cenário a JSL anuncia o Programa Mulheres na Direção, que tem as inscrições abertas nesta sexta-feira, 23.
Durante o treinamento, as motoristas serão contratadas como trainees por 45 dias, podendo estender para mais 45 dias e até serem contratadas. Como as aulas serão em São Paulo, as candidatas que forem de outras cidades receberão, além do salário, alojamento e auxílio alimentação.
Para participar, a única exigência, é que as mulheres tenham carteira de habilitação do tipo E e, ao menos, 6 meses de experiência.
A intenção é que durante o período elas entendam o funcionamento da operação, as regras de segurança e mais. “Os primeiros seis meses são críticos para a permanência do funcionário, independentemente do sexo, e com o programa buscamos auxiliar as mulheres nessa etapa”.
Segundo Alcaraz essa é uma experiência piloto. “Para a segunda etapa pensamos em convidar mulheres que ainda não tenham experiência neste mercado”.
As informações são da Exame.








