Empresas da família do deputado André Lazaroni foram contratadas sem licitação no Rio
Da Folhaonline com redação VIU!
O Ministério Público do Rio vai instaurar inquérito para investigar a contratação sem licitação de empresas da família do deputado André Lazaroni, líder do PMDB na Assembleia do Rio, para a conclusão de arenas olímpicas.
A Promotoria vai pedir à prefeitura toda a documentação relacionada à construção do Velódromo e à reforma do Centro Olímpico de Hipismo.
A Folha revelou na sexta-feira (8) que as construtoras Zadar e Engetécnica, contratadas sem concorrência para finalizar as duas obras, pertencem a Paulo Roberto Moraes, pai de Lazaroni.
A reportagem sobre as suspeitas de irregularidades nas obras olímpicas e favorecimento das empresas da família de Lazaroni foi divulgada com exclusividade no Portal VIU ONLINE e na edição de abril da revista VIU!. Na imagem a cima, comunidade da Rocinha, zona Sul do Rio de Janeiro, que até hoje espera obras de melhorias anunciadas pela Prefeitura para o período que antecede as Olimpíadas
Elas assumiram as obras após o município rescindir os contratos com a Tecnosolo e a Ibeg Engenharia, empreiteiras que eram responsáveis pelo Velódromo e Centro Olímpico, respectivamente.
A Riourbe, órgão municipal responsável pelos contratos, afirmou que as empresas não conseguiram respeitar o cronograma estipulado para as etapas das obras.
A Empresa Olímpica Municipal afirmou que as construtoras da família de Lazaroni apresentaram as melhores ofertas em tomadas de preço feitas no mercado.
Em nota, o deputado afirmou que não interferiu para a contratação das empresas.
Lazaroni não é próximo do grupo do prefeito Eduardo Paes (PMDB), mas é aliado do ex-governador Sérgio Cabral, de quem foi secretário de Esportes e Lazer.
A Promotoria quer analisar as razões para romper os contratos com a Tecnosolo e Ibeg. Também vai avaliar os critérios de escolha da Zadar e Engetécnica. A primeira foi contratada por R$ 66 milhões para concluir a reforma do Centro de Hipismo. A segunda, por R$ 55,5 milhões, para finalizar o Velódromo.
As duas empresas também foram responsáveis por construir o Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos.
TJ MANTÉM CPI DAS OLIMPÍADAS
Em sessão de julgamento realizado ontem (12/07), os desembargadores da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negaram, por unanimidade, recurso em agravo de instrumento interposto pela Câmara de Vereadores contra decisão da 7ª Vara de Fazenda Pública, que determinou a imediata instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Olimpíadas. O colegiado julgou o mandado de segurança impetrado pelo vereador Jefferson Moura (Psol).
A decisão ratificou o entendimento do relator do processo, desembargador Adolpho Corrêa de Andrade Mello Junior, que em abril já havia negado a suspensão da liminar concedida em 1ª instância. Com isso, a CPI das Olímpiadas está confirmada e os parlamentares poderão dar continuidade aos trabalhos. “A instalação da comissão é líquida e certa, ninguém discute isso”, justificou o magistrado.
Também participaram do julgamento os desembargadores Luiz Felipe Francisco, que presidiu a sessão, e Carlos Azeredo de Araujo. A CPI das Olimpíadas se destina a investigar, no prazo de 120 dias, o uso de recursos, incentivos e benefícios fiscais relacionados à realização dos Jogos Olímpicos 2016.
*Atualizada às 17h22min desta quarta-feira 17/07








