Na tarde deste domingo (20), a prefeitura do Rio de Janeiro já tinha imunizado 96,3% dos moradores adultos da Ilha de Paquetá contra a Covid-19. Um balanço consolidado será divulgado nesta segunda-feira.
A expectativa é vacinar 1.584 pessoas para chegar aos 3.530 maiores de 18 anos cadastrados na Estratégia Saúde da Família. Os demais habitantes da ilha já haviam tomado pelo menos a primeira dose contra a doença por causa do calendário por idades, em vigor na capital fluminense, ou por fazerem parte de algum grupo prioritário.
A Ilha, que tem uma população de 4.180 moradores, pode vir a ser a primeira região da capital fluminense a ter o controle da infecção da Covid-19, nos próximos meses.
Um dos objetivos do estudo, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é saber como a vacinação em massa da população adulta pode atuar na proteção também de pessoas que não foram vacinadas, como as crianças e os adolescentes.
Além disso, os pesquisadores querem verificar se a primeira dose da vacina já será capaz de evitar a transmissão dos casos na região.
Antes da vacinação, cerca de 3 mil moradores, tanto maiores quanto menores de idade, passam por exame de sangue sorológico ou teste de diagnóstico rápido do coronavírus.
Segundo o secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, a adesão foi acima da esperada. “Estávamos aguardando entre 20% e 30% das pessoas aderirem a coleta de sangue. Setenta por cento aderiram a pesquisa e vieram coletar o sangue”, comemorou Soranz.
O monitoramento dos voluntários continuará por 12 meses, mesmo depois da segunda dose, marcada para ser aplicada oito semanas após a primeira, em meados de agosto.
Um evento-teste, que foi chamado pelo prefeito de “carnaval fora de época” faz parte do estudo. A ideia é que, no mês de setembro, 14 dias após todos os moradores adultos da ilha terem tomado a segunda dose da vacina e quando já não houver registro de casos da doença entre a população local, seja feita uma festa com a participação de voluntários em um espaço controlado.
A vacinação em massa deste domingo contou com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, de pesquisadores da instituição, e do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que lamentou as 500 mil mortes causadas pelo vírus no Brasil e falou sobre o Programa Nacional de Imunização.
“É uma emergência de saúde pública internacional. Não é um problema exclusivo do Brasil. Todas as doses de vacinas foram adquiridas pelo Ministério da Saúde e são distribuídas conforme o Programa Nacional de Imunização. Mais de 110 milhões de doses de vacinas já foram distribuídas e isso mostra a força do nosso PNI”, disse Queiroga.
As informações são da CNN.








