Tem cheiro de podre na república do chuvisco. Empresas de ônibus de Campos (RJ), Norte Fluminense, estão tendo as concessões de linhas suspensas pelo Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (IMTT), autarquia municipal.
Paralelamente, a Câmara de Vereadores tem uma CPI sobre transportes coletivos em curso, cujo presidente da comissão, o vereador Thiago Rangel (PROS), pediu a cassação dessas linhas.
De onde vem o cheiro de podre? o presidente da CPI, no Legislativo, Thiago Rangel atuou no Detro na gestão de do ex-presidente Rogério Onofre, preso por cobrar propina do setor de transportes no Rio de Janeiro. Quando era fiscal do órgão, Rangel sofreu uma tentativa de homicídio em Campos.
A nova direção do IMTT vem de Niterói e Baixada Fluminense, segundo informações extraoficiais. Portanto, o que se desenha é uma operação casada entre dirigentes do IMTT e CPI para substituir empresas de ônibus no transporte urbano de Campos.
Há indícios que pode apontar o surgimento de um embrião do mesmo modelo que vigorou no sistema de transportes do Estado do Rio de Janeiro e que provocou uma série de operações da Polícia Federal e prisão de agentes públicos.
Coincidentemente, na última sessão da Câmara, Thiago Rangel, cobrou que o órgão responsável pela fiscalização do transporte público no município, no caso o IMTT, reveja todas as concessões das atuais empresas de ônibus.
Na quinta-feira (13), o IMTT suspendeu a ordem de serviço concedido do Consórcio Planície para prestação do serviço de transporte coletivo nas linhas Cidade Luz X Shopping Estrada; Centro X Codin; Parque Prazeres X Centro X Shopping Estrada.
Diante a suspensão, o órgão autorizou o Consórcio U.C.II, mediante a empresa São Salvador, a assumir estas linhas em caráter emergencial, pelo prazo de 60 dias.
O presidente do IMTT, Nelson Godá, informou que a diretoria de transportes deverá acompanhar a operação dos serviços da empresa autorizada, bem como acompanhar a empresa que sairá vencedora no chamamento Público, utilizando-se se for o caso, da diretoria de fiscalização, promovendo, se necessário, os ajustes para garantir a adequada prestação dos serviços à população.
Há quem quem diga que o grupo do pastor Everaldo Dias (PSC), estaria envolvido na indicação do presidente do IMTT e que a real intenção é trazer empresas de fora.








