A equipe médica que cuidou de Paulo Gustavo, morto na última terça-feira em decorrência de complicações de Covid-19, esclareceu, no “Fantástico” deste domingo, que o ator não tinha comorbidades e era saúdavel. Os profissionais salientaram a brutalidade da doença e a importância dos cuidados.
“Não (sobre estar no grupo de risco). Não tinha nenhuma doença”, disse Fabio Miranda, chefe da terapia intensiva do hospital Copa Star, em Copacabana, onde o ator ficou 53 dias internado. Os médicos esclareceram que a asma de Paulo estava controlada há muitos anos, era leve e não interferiu no caso.
Segundo a reportagem, no oitavo dia de internação, o ator apresentou comprometimento praticamente total da função pulmonar e precisou, então, ser intubado. O quadro se tornou mais complicado, segundo os médicos, quando surgiu um pneumomediastino. nome que se dá quando o ar do pulmão vaza para o espaço onde fica o coração. Ali, não pode haver ar, por isso houve uma drenagem e ele voltou a melhorar.
Depois, outras complicações apareceram, como hemorragias e fungos no pulmão, além de fístulas broncopleurais. Bastante debilitado, a equipe resolveu usar a ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), que faz a função das trocas gasosas que teriam que ser feitas pelo pulmão.
O pneumologista Rafael Pottes, também parte da equipe, disse que, no fim de semana passado, a sedação foi suspensa e ele teve seu “melhor dia durante a internação”. Na tarde do domingo, no entanto, uma fístula brônquio-venosa, ainda mais grave, apareceu. Isso significa que a comunicação entre os alvéolos e veias pulmonares estava prejudicada, e o ar entrava diretamente na corrente sanguínea.
“Cérebro e coração foram órgãos imediatamente atingidos por essa quantidade de ar. Não tem como corrigir isso”, disse Fabio Miranda.
Paulo morreu na terça-feira, depois de 53 dias internado. Deixou marido e dois filhos, Gael e Romeu, gêmeos de 1 ano e nove meses.
As informações são de O Globo.








