O presidente dos EUA, Joe Biden, reconheceu oficialmente neste sábado (24), o genocídio armênio, episódio responsável pela morte de 1,5 milhão de pessoas no início do século XX.
O reconhecimento oficial deste crime contra a humanidade ocorre na data em que são lembrados os 106 anos da consumação deste crime.
ENTENDA O CASO
O genocídio foi perpetrado pelo Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, a partir da prisão de intelectuais armênios e de líderes comunitários em Constantinopla. As prisões foram determinadas pelas autoridades otomanas.
“[…] um milhão e meio de armênios foram deportados, massacrados ou marcharam para a morte em uma campanha de extermínio. Honramos as vítimas do Meds Yeghern para que os horrores do que aconteceu nunca se percam na história […]”, disse Biden por meio de comunicado da Casa Branca.
Pelo menos em dois momentos, o comunicado oficial classifica o massacre de armênios como genocídio.
“O povo norte-americano honra todos os armênios que morreram no genocídio que teve início a 106 anos”, destaca.
O presidente enfrentava pressões de congressistas para reconhecer o genocídio armênio. Durante a campanha presidencial do ano passado, ele chegou a se reportar ao massacre nesses termos.








