O Instituto Butantan, em São Paulo, está com sua linha de produção de vacinas paralisada desde domingo (17), por falta de insumos.
No Brasil, o laboratório é responsável pela fabricação da CoronaVac, imunizante desenvolvido em parceria com o governo chinês e que começou a ser distribuído para a rede pública de saúde esta semana.
A China, inicialmente, enviou 600 litros de insumos para a instituição em São Paulo fabricar as primeiras doses da vacina , mas todo o material já esgotou.
De acordo com diretor da instituição, Dimas Covas, mais 5,4 mil litros são esperados até o fim do mês e outros 5,6 mil litros até o dia 10 de fevereiro.
Enquanto isso, os casos de Covid-19 se avolumam, levando várias cidades a retomarem as medidas restritivas. Por enquanto, a imunização ampla, geral e irrestrita permanece no horizonte distante, porque com apenas 10,8 milhões de doses disponíveis, o país não tem vacinas suficientes nem para o público da primeira fase, quantificado em 14,8 milhões de pessoas.
A situação preocupa o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que faturou politicamente com o investimento na CoronaVac e o início da vacinação ainda no domingo (17).
Para obter matéria prima, além de cobrar empenho diplomático do governo federal, ele falou em ir pessoalmente à China “pleitear os insumos”.
De acordo com jornal Folha de São Paulo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu por videoconferência nesta quarta-feira (20) com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming.
O diálogo traduz algumas mudanças na forma como o embaixador tem sido tratado pelo governo Jair Bolsonaro. O presidente chegou a proibir ministros de recebê-lo. Agora, no entanto, com o clamor pela vacina, tenta se reconciliar com a diplomacia da China, país de onde virão os insumos para a produção do imunizante.








