Pelo menos 12 homens suspeitos de integrar uma milícia morreram após tiroteio em uma ação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na região de Itaguaí, na Zona Oeste do Rio.
Um dos 12 mortos no confronto é o ex-PM Carlos Eduardo Benevides Gomes, conhecido como Cabo Benê. Ele foi expulso da corporação e é integrante da milicia controlada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, um dos criminosos mais procurados do estado. Cabo Benê é apontado como o chefe do grupo paramilitar naquele município.
A ação policial interceptou um comboio de milicianos. O grupo era monitorado pelo serviço de inteligência da Força Tarefa, que apurava a movimentação de criminosas na região e na Baixada Fluminense.
O comboio foi interceptado e os criminosos reagiram atirando contra os policiais. Oito fuzis foram apreendidos, além de diversas pistolas, munições, carregadores, aparelhos de comunicação e os quatro carros que faziam parte do comboio.
Numa análise preliminar, a polícia identificou que os criminosos utilizavam fardamento militar, coturnos e coletes balísticos.
Ainda segundo a polícia, o comboio era formado por milicianos ligados a Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera, um dos homens mais procurados do Rio de Janeiro. Ele é o encarregado de expandir os negócios da maior milícia do Rio para Seropédica e Nova Iguaçu, cidades da Baixada Fluminense.
Em 2019, a 1ª vara Criminal de Santa Cruz determinou o sequestro de cinco imóveis da milícia, incluindo duas mansões em nome de pessoas ligadas a Danilo Tandera. Os imóveis, em Seropédica, foram avaliados em cerca de R$ 1,1 milhão cada.
A estimativa da polícia é que Danilo arrecade, por mês, cerca de R$ 4 milhões com a venda de botijão gás, terraplanagem, segurança ilegal, além de exploração de sinal de TV a cabo clandestina e comercialização de cigarros contrabandeados.
Ao longo das investigações, a polícia identificou doze cavalos da raça Manga Larga, sete ovelhas, cinco gansos e três veículos, entre eles uma BMW, estavam em uma propriedade sendo usados pela maior milícia do Rio para lavar o dinheiro sujo obtido com extorsões feitas pelo grupo paramilitar.
Apontado pela polícia como homem extremamente violento, Tandera segundo as investigações, costuma estar à frente de invasões em áreas dominadas por bandos rivais e anda sempre armado com fuzil e acompanhado de seguranças.
Nova ação
A Polícia Civil do Rio também realiza nesta sexta-feira uma operação na Baixada Fluminense para combater as milícias. Duas pessoas foram presas.
As informações são da CNN Brasil.








