A queda do valor do Auxílio Emergencial vai reduzir ainda mais o fluxo de renda da população nas cidades da região Norte Fluminense.
Segundo os cálculos do economista e colunista do Portal VIU!, Ranulfo Vidigal, os beneficiados pela ajuda do Governo Federal dos nove municípios da região recebiam ao todo R$ 138 milhões por mês, dinheiro que movimentou a economia regional no período da pandemia.
Em Campos dos Goytacazes (RJ), maior cidade da região, 38,31% da população recebem o auxílio, segundo dados da Caixa Econômica Federal (CEF). Em números, isso representa mais de 100 mil trabalhadores.
A cidade de São Francisco do Itabapoana tem o maior número proporcional de beneficiados pelo programa de distribuição de renda: 51,61% da população local receberam as últimas três parcelas do auxílio, a maior média no Estado do Rio.
Com a redução das parcelas de R$ 600 para R$ 300 que vão ser pagas até dezembro, o montante recebido por mês nas 9 cidades será reduzido para R$ 60 milhões, uma queda em torno de 60% comparando com o trimestre anterior.
A queda, além da redução do valor das parcelas, também se deve a alteração das regras para receber o benefício. Os presos em regime fechado, brasileiros que moram no exterior e pessoas que conseguiram um emprego formal (com carteira assinada) não poderão mais receber a ajuda do Governo.
O mesmo vale para quem obteve benefício previdenciário ou assistencial, como aposentadoria, BPC ou pensão por morte. Foi mantida a regra para que mulheres chefes de família acumulem duas cotas (ou seja, parcelas de R$ 600 a partir da prorrogação). Porém, a mulher nessa situação será a única da família a receber. Antes, era possível somar o auxílio com o de outro membro da família.
RACHA NA BASE
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse que nas redes sociais 80% da população pede a continuação do Auxílio Emergencial com o valor de R$ 600, porém a equipe econômica do governo reitera que é preciso manter o teto dos gastos até o final do ano.
O Governo estuda ainda, a possibilidade de manter o auxílio pós pandemia, mas quer retirar alguns benefícios dos trabalhadores e criar uma nova CPMF para custear o programa.








