O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta sexta-feira (21) que o Auxílio Emergencial será prorrogado até dezembro, conforme informa o G1, sem informar, porém, o valor. A última parcela, para os trabalhadores que fazem parte do programa Bolsa Família, termina de ser paga no final deste mês.
“O Auxílio Emergencial foi bem-vindo, mas ele custa R$ 50 bi de reais, e infelizmente não pode ser definitivo, mas vamos continuar com ele, mesmo com valores diferentes, até que a economia possa pegar em nosso país”, disse durante o discurso.
A declaração foi provocada por uma apoiadora durante evento no Rio Grande do Norte. Ela sugeriu a prorrogação do benefício e ele respondeu: “Até dezembro, só não sei o valor”, dizendo ainda que, por custar R$ 50 bilhões por mês, “não pode ser eterno”.
Anteriormente o presidente já havia comentado sobre o impacto do auxílio nas contas do governo.
“R$ 600 pesam muito para a União. Não é dinheiro do povo porque não está guardado, é endividamento. E se o país se endivida demais, acaba perdendo sua credibilidade para o futuro. Então, R$ 600 é muito”, declarou Bolsonaro.
Auxílio Emergencial
Lançado em abril deste ano, o Auxílio Emergencial previa o pagamento de três parcelas de R$ 600 para trabalhadores informais e desempregados em função da pandemia do novo coronavírus. O benefício foi prorrogado para cinco parcelas em julho, e tem contribuído para um aumento real da massa de rendimentos dos brasileiros.
O governo vem sinalizando que o programa deve ganhar vida extra, mas não anunciou como será essa nova prorrogação: nem o valor, nem o número de novas parcelas.
A expectativa por novos pagamentos surge enquanto a equipe econômica do governo ainda discute um modelo de ampliação para o Programa Bolsa Família, o chamado Renda Brasil. Como o impasse persiste sobre a nova assistência social, o governo tenta esticar o auxílio para que não haja uma janela de abandono aos mais de 60 milhões de recebedores do benefício de emergência.








