Fair Play Financeiro (FPF) é uma palavra que se tornará comum no futebol brasileiro a partir deste ano e promete provocar um choque de gestão na administração dos clubes.
Para alguns especialistas ouvidos pela reportagem do site de apostas Betway Esportes, esse mecanismo já adotado no futebol europeu promove maior transparência na gestão, combate a lavagem de dinheiro e tem potencial de banir as administrações desastrosas. Será que o futebol brasileiro, principalmente os pequenos clubes, estão preparados para este novo momento?
EXPERIÊNCIA NA EUROPA
Mas por se tratar de um modelo novo, o Fair Play Financeiro é algo que ainda motiva dúvidas.
No futebol europeu, o alvo mais recente do FPF foi o Manchester City. O clube chegou a ser banido das competições por duas temporadas e multado em 30 milhões de euros. Os donos foram acusados de camuflar receitas e fazer aportes ilegais de dinheiro.
A decisão chegou a ser considerada desproporcional, porque não houve comprovação de irregularidades fiscais. O Clube foi condenado apenas por não cooperar com as investigações.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS), no entanto, acolheu recurso e reduziu a multa para 10 milhões de euros. A decisão também considerou que os donos dos clubes têm permissão de fazer aportes de até 30% da receita do time. Se não passou disso, não há razão para punir.
A partir deste episódio, as dúvidas e confusões se acentuaram. Confira no vídeo abaixo as diferentes reações de técnicos do Premier League e também as perspectivas com a implantação do FPF no Brasil:
Após a polêmica no futebol europeu, a boa notícia é que o Manchester City estará disputando a próxima Liga dos Campeões (Champions League).
Ainda em fase final de planejamento no Brasil, o FPF deve ser implantado de forma definitiva no país ainda este ano, segundo afirma o presidente da Comissão de Direito Esportivo do Instituto de Advogados Brasileiros, Maurício Corrêa.
ENTENDA COMO FUNCIONA
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o Fair Play Financeiro não foi criado para equilibrar a gestão das ligas e federações de futebol. A intenção é disciplinar a gestão dos clubes, impedindo que os dirigentes não gastem acima do que arrecadam.
É o que se poderia definir como uma Lei de Responsabilidade Fiscal para os Clubes de Futebol. Ou seja, os Clubes que arrecadam mais, como Flamengo e Palmeiras, por exemplo, terão permissão para gastar mais do que os times endividados.
“O Fair Play Financeiro não é um movimento socialista, que busca o equilíbrio financeiro entre os clubes. Se você tem mais dinheiro, você vai gastar mais”, explica Pedro Daniel, diretor-executivo da empresa de consultoria Ernst & Young.
“A partir do momento que você tem uma gestão eficaz, com visão de que as despesas não podem superar as receitas, cresce a possibilidade de atrair os investidores”, salienta Maurício Corrêa.
O Fair Play Financeiro será uma tentativa de organizar as gestões anárquicas que tem levado muitos clubes a insolvência financeira, com débitos de salários e impostos.
Esse novo mecanismo criará um padrão simples que deve prevalecer em todas administrações, mas que são ignoradas gestões perdulárias: gastos compatíveis com a receita.








