Durou três horas o interrogatório do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, nesta quinta-feira (12). Ele foi ouvido por promotores de justiça que apuram a conduta do governo no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, que já provocou 34.167 mortes no país.
A intenção da promotoria é apurar o atraso do governo em decretar medidas de isolamento social em duas cidades, Alano e Nembro, na província de Bergamo.
Especialistas afirmam que o atraso na adoção de medidas nessas duas cidades favoreceu a propagação do vírus na região norte do país.
Médicos e virologistas em duas semanas Bergamo registou um aumento de 571% no excedente de mortes em março, em comparação com a média dos últimos cinco anos.
Conte foi ouvido em seu gabinete, no Palácio Chigi, em Roma, pela procuradora-chefe Maria Cristina Rota. De acordo com a mídia européia, também serão interrogados os ministros da saúde e do interior.
A Itália registrou o primeiro caso de Covid-19 em 21 de fevereiro, na província de Lodi, na região da Lombardia. A partir daí, várias cidades foram fechadas e criaram barreiras sanitárias.
Alzano e Nembro registraram os primeiros casos no dia 23 de fevereiro, contudo, só aderiram à quarentena no dia 7 de março, quando toda a Lombardia estava isolada.
De acordo com o Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, a Itália atualmente tem 236.142 casos de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus.








