Dom Américo não era simplesmente um cantor. Era um intérprete. Eclético, encarava qualquer ritmo. Cantava magistralmente My Way e New York, New York, canções imortalizadas na voz de Frank Sinatra, como também mandava bem no funk, marchinhas de carnaval e axé. CONFIRA:
Dom Américo interpreta New York, New York – Fonte: Youtube
Em 1996, Dom se apresentou no programa Jô Soares Onze Meia, no SBT, e deu um show, mostrando um domínio de palco e de câmera admirável. Foi um gigante na telinha. RELEMBRE:
Dom Américo no Jô Soares Onze e Meia – 1996 | Fonte: Youtube
Já nos verões, com a voz imponente sobre um trio-elétrico em Farol de São Thomé, praia de Campos (RJ), sua terra natal, o astro arrastava multidões. Era assim também na Praia João Francisco, em Quissmã (RJ), onde era ovacionado animando o Bloco das Piranhas. Por sinal, carnaval em Quissamã sem Dom Américo não era carnaval.
Fez sucesso também nas cidades do Espírito Santo, onde foi o pop star do público universitário nas festas de formatura.
Cantava com alma e o coração, assim como compunha. Fez sucesso com Butterfly, de sua autoria. CONFIRA:
Dom Américo interpreta Butterfly | Fonte: Youtube
Com um vasto portfólio, era um dos artistas mais completos que surgiu na república do chuvisco nos últimos anos.
Na manhã desta segunda-feira (25), Osvaldo Américo de Freitas, ou simplesmente Dom Américo, deixou os palcos para se tornar uma lenda. Ele tinha 69 anos. Estava internado desde o dia 2 de março após enfrentar problemas respiratórios e cardíacos. A morte foi por falência múltipla dos órgãos, em decorrência de complicações renais, diabetes e hipertensão.
Foram 52 anos de uma carreira exitosa. Para viver da música, Dom Américo abandonou a zona de conforto de uma carreira no magistério, como professor da Escola Agrícola, onde chegou a comandar uma banda de fanfarra com alunos. Como artista foi um homem realizado. O cantor foi sepultado em Campos. Era casado e deixa quatro filhos.








