A queda na cotação internacional do petróleo é uma bomba sobre a combalida economia do Estado do Rio de Janeiro e das cidades produtoras de petróleo da Bacia de Campos.
O preço barril caiu 31% neste domingo (09), após uma tentativa fracassada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de estabelecer um acordo com a Rússia para tentar controlar a variação de preços do combustível.
O Estado do Rio e as cidades da Bacia de Campos, desde o final de 2015, enfrentam uma forte crise financeira, em parte, decorrente da política de desinvestimento da Petrobras, queda na produção da camada do pós-sal e desvalorização do barril no mercado internacional.
Agora, essa é a primeira vez que o preço do barril de petróleo cai para menos de US$ 34. No momento, o barril está sendo negociado a 31 dólares e 43 centavos e há riscos de que chegue a US$ 20.
No último sábado (08), a Arábia Saudita reduziu o preço oficial de venda de suas matérias-primas para todos os destinos a partir de abril, depois que o acordo da OPEP com a Rússia e outros países fracassou.
Os preços do petróleo caíram acentuadamente após sinais que o esquema de corte de produção da OPEP com a Rússia pode ter sido anulado
Em Viena, na sexta-feira (07), os membros do grupo e representantes de países aliados do bloco se reuniram para discutir a necessidade de diminuir ainda mais a produção de petróleo em meio ao surto do novo coronavírus (COVID-19), mas o ministro da Energia da Rússia, Aleksandr Novak, acabou rejeitando o ultimato para participar de um corte coletivo de produção.
A cotação gera impactos deletérios na economia mundial. Nos EUA, por exemplo, pode acelerar o processo de falência das empresas que exploram petróleo nas camadas de xisto.
No Brasil, para os Estados e cidades produtoras de petróleo, a atual conjuntura antecipa uma catástrofe financeira decorrente de uma eventual decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em abril, sobre a lei de redistribuição de royalties.








