O secretário de Saúde, Edmar Santos, reafirmou, na tarde desta sexta-feira (28/2), que o Governo do Estado do Rio de Janeiro está preparado para as ações de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19).
O Estado do Rio já tem 17 casos suspeitos de coronavírus, mas ainda não há confirmação por parte de exames de laboratórios, disse o secretário de Estado de Saúde Edmar Santos nesta sexta-feira (28).
Todos os casos, segundo ele, estão sendo monitorados pelas autoridades sanitárias em parceria com os municípios.
Diante das preocupações da sociedade, as autoridades tentam coibir a propagação de notícias falsas que contribuem para disseminar o pânico. Santos afirmou que a Secretaria de Polícia Civil já está atuando para identificar possíveis autores de fake news em relação à doença.
“Não temos caso confirmado de coronavírus no Rio de Janeiro. O único caso confirmado no Brasil é o de São Paulo”, disse.
“Além disso, não há evidência, até o momento, de que o coronavírus esteja circulando em nosso meio, no Brasil, em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Isso é muito importante, porque muda significativamente as medidas que precisamos adotar. É diferente receber casos que vieram de fora, ou seja, importados de maneira isolada, do que ter o vírus circulando em nosso meio, com uma transmissão sustentada no próprio estado. No Rio de Janeiro, não temos isso”, afirmou Edmar Santos durante entrevista ao lado do secretário da Casa Civil, André Moura.
Um hospital será inaugurado no Rio com 75 leitos. O secretário admite que a unidade pode ser totalmente dedicada aos possíveis pacientes com o novo coronavírus. Outra ala em outra unidade, com 20 leitos, também está no planejamento para ser inaugurada.
A estratégia do Governo do Rio, que segue os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, é ter a Secretaria de Estado de Saúde como ponto focal das informações sobre o novo coronavírus.
A preocupação neste momento é com as fake news, que podem gerar pânico na população e até mesmo atrapalhar o planejamento para enfrentar uma possível epidemia no estado.
“Um dos objetivos neste momento é também o combate às notícias falsas. Eu serei o porta-voz das notícias boas ou más. Quero deixar isso claro para a população do Rio de Janeiro. Não existe a possibilidade de o vírus chegar ao estado ou, em outro momento, estar circulando e a Secretaria de Saúde não ir a público e assumir. Isso é para que se tenha uma única voz no estado, que está em perfeita harmonia com o Ministério da Saúde”, disse o secretário.
17 CASOS SUSPEITOS
Capital – 8 casos (sendo seis residentes e dois estrangeiros).
Niterói – 4 casos
Maricá – 1 caso
Macaé – 1 caso
Nova Friburgo – 1 caso
Resende – 1 caso
Nova Iguaçu – 1 caso (1 estrangeiro)
PLANO DE CONTINGÊNCIA
Além dos sintomas respiratórios, os pacientes que estão sendo acompanhados têm histórico de viagem para países com circulação ativa do vírus.
A Secretaria de Saúde estabeleceu, desde o dia 31 de janeiro de 2020, um plano de contingência para enfrentar um possível surto de coronavírus no estado do Rio.
O plano emergencial tem a intenção de sistematizar ações e procedimentos de responsabilidade da esfera estadual de governo.
Ficou decidido que a Saúde estadual vai apoiar, em caráter complementar, os gestores municipais no combate a um possível surto do Covid-19. Com isso, a secretaria iniciou a preparação do plano de contingência em funcionamento no Nível Zero. Os demais níveis de acionamento (um, dois e três) são organizados de acordo com parâmetros epidemiológicos, como números de casos.
CASOS NOTIFICADOS X CASOS SUSPEITOS
O Estado do Rio de Janeiro está no nível 0, em uma escala de zero a três, quando há casos importados notificados ou confirmados. O secretário lembra sobre a necessidade de diferenciar os casos notificados de suspeitos.
“É absolutamente normal que o nervosismo faça aparecer muitas notificações. Mas quero esclarecer a diferença entre o que é uma notificação e uma suspeita de contaminação pelo vírus. Toda vez que chega alguém com a possibilidade de infecção respiratória, com febre, tosse e falta de ar, o profissional de saúde pode notificar o departamento de vigilância sanitária municipal ou estadual sobre aquele caso”, afirmou.
O caso, no entanto, não se torna suspeito apenas pela notificação. A definição de suspeita é a de pessoas que estiveram em área de contágio e apresentaram febre e mais outro sintoma de problema respiratório. Ou ainda pessoas que tiveram contato direto com quem teve infecção confirmada pelo coronavírus e que passou a apresentar febre e outro sintoma de problema respiratório.
5 MEDIDAS PARA SE PROTEGER DO CORONAVÍRUS
1 – Proteger nariz e boca ao espirrar ou tossir;
2 – Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e copos;
3 – Lavar frequentemente as mãos, especialmente após espirrar ou tossir;
4 – Evitar ambientes com muita aglomeração;
5 – Utilizar álcool em gel nas mãos.
4 COISAS PARA FAZER EM CASO DE SUSPEITA
1 – Cubra o rosto com máscara cirúrgica;
2 – Vá à unidade básica de saúde, hospital de emergência ou à UPA mais próxima;
3 – Siga as orientações dos profissionais de saúde;
4 – Siga as medidas de prevenção: lave as mãos frequentemente, cubra o rosto ao tossir e espirrar, não compartilhe objetos de uso pessoal, evite locais de grande aglomeração, utilize álcool em gel para as mãos.








