Com o advento da 4ª revolução industrial e a entrada de um novo ciclo econômico, em que a Inteligência Artificial e novas plataformas de comunicação entram em cena, encerra-se na imprensa o ciclo da chantagem e da arrogância.
Há um enfraquecimento comercial e editorial incontestável nos veículos de comunicação da denominada “mídia velha”.
Em São Paulo, o sistema Globo de Rádio prenuncia o encerramento de suas atividades na maior cidade do país, onde manteve presença por 65 anos.
A rede comunicação da Globo, não é de agora, vem consumando prejuízos anuais em seu balanço, mas o grupo contabiliza lucro graças às atividades no mercado financeiro. O sistema de comunicação é apenas um braço no portfólio desses negócios.
O mesmo não se pode dizer, no entanto, das emissoras afiliadas, onde se constata demissões em massa e sucateamento.
No balanço mais abrangente, o que se vê são veículos impressos que não dispõe da mesma musculatura de O Globo, encerrando suas atividades para tentar uma sobrevivência apenas nas plataformas digitais, mas demonstrando imensa dificuldade de convivência neste novo ambiente, tanto comercialmente quanto no quesito editorial.
Emissoras de rádios também encontram dificuldades ante a concorrência dos novos formatos, tendo em vista que o smartphone é o novo veículo de massa, por enquanto, imbatível.
É um choque de realidade para barões e pequenos mandarins da mídia nativa, porque controladores de veículos de comunicação, ao longo dos anos, sucumbiram à tentação de pensar que eram deuses dotados da capacidade de formar opinião, derrubar governos e influenciar em processos de escolhas em eleições.
Uma ilusão, na verdade, porque o processo de escolha em democracia plena sempre foi definido por meio do voto, salvo alguns acidentes de percurso com ajuda do poder judiciário e outros órgãos de controle externo, com suas narrativas pró-demonização de “candidatos malditos na corte”.
A comunicação assentada no ambiente de plataformas múltiplas deixou os “reis” desnudos. Derrubou o poder imaginário de uma mídia que sempre falou para poucos, mas vendeu a retórica de que falava para muitos buscando alimentar o ciclo da chantagem.
No interior do país o surto dominador era ainda mais intenso. Segmentos da mídia provinciana sempre atuaram de forma perversa, em que a maior parte de seus anunciantes cediam as pressões como vítima de ameaças veladas e achaques.
Nesta virada de histórica e influenciada pelo avanço digital, esta geração de senhores destronados ficam pelo caminho, perdidos como beatos pregando no deserto.








