A Prefeitura de Campos (RJ) removeu nesta segunda-feira (27) 10 famílias da localidade de Três Vendas, em função dos alagamentos provocado pela cheia do rio Muriaé. Elas foram levadas para abrigos na igreja da comunidade e casa de familiares e amigos.
A Prefeitura está atuando na localidade desde a tarde do último sábado (25). De acordo com a Defesa Civil, o nível do rio subiu consideravelmente nas últimas horas.
Desde sábado, foram colocados sacos de areia e utilizados 20 caminhões de terra em um trecho próximo ao dique do Canal da Onça. Uma retroescavadeira ajuda na colocação do material. A Prefeitura disponibilizou ainda caminhões para mudança dos moradores e providenciou abrigo provisório.
Os transtornos causados pela chuva começaram na noite de sexta-feira (24), quando o município de Campos registrou chuva intensa com acumulado de 142,5mm desde quinta (23). A Defesa Civil Municipal atendeu chamados na Vila dos Pescadores, em Farol; Poço Gordo, Baixada Campista; Santo Eduardo, região Norte do município; Fundão, Jardim Carioca, entre outros.
O Grupo de Emergência em alagamentos, criado em 2017 pelo prefeito Rafael Diniz, está coordenando as ações. O grupo é formado pela Defesa Civil Municipal, Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (SMIMU), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ambiental (SMDA), Superintendência de Limpeza Pública (Sulimp) e Empresa Municipal de Habitação (Emhab).
EFEITOS DAS CHUVAS
A forte chuva que atingiu a Região Sudeste nos últimos dias provocou as cheias dos rios Muriaé e Carangola. Como consequência, municípios do norte e noroeste fluminense, que recebem água do Muriaé, sofrem com inundações.
Em Porciúncula, por exemplo, mais de 300 famílias estão desabrigadas, de acordo com informações de ontem (26) da prefeitura.
No bairro Operário, 340 casas foram inundadas até o teto, de acordo com a prefeitura. O município decretou ontem (26) situação de emergência por causa da cheia do Rio Carangola, que chegou ao nível máximo de transbordo (de 8,22 metros) no sábado (25). Um homem morreu no centro da cidade.
MUNICÍPIOS EM ALERTA
Nos municípios de Itaperuna e Cardoso Moreira, o Rio Muriaé continua marcado com o alerta vermelho do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), já que permanece em cota de inundação, quando seu volume ultrapassa seu leito e passa a alagar o entorno.
Há problemas também em outros municípios, como Laje do Muriaé e Bom Jesus do Itabapoana. O governo fluminense liberou ontem R$ 23 milhões para ações de emergência no norte e noroeste do estado. A Secretaria Estadual de Saúde encaminhará medicamentos para evitar a proliferação de doenças.
No Estado do Espírito Santo, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil mantém alerta de risco “alto” em 22 cidades.
Há risco de movimentação de massa, como deslizamentos, em dez áreas e risco de chuvas em 11 localidades. No município de Muniz Freire, onde há 16 cachoeiras, há risco de enxurradas.
Além dessas cidades, há risco “moderado” em mais de 50 municípios. Segundo dados da estação meteorológica, 16 municípios acumularam mais de 35 mm de chuva nas últimas 24 horas.
CALAMIDADE PÚBLICA
As chuvas se intensificaram no Espírito Santo a partir do dia 17 de janeiro. O governo estadual já decretou situação de “calamidade pública” para os municípios atingidos até aquela data: Iconha, Vargem Alta, Alfredo Chaves e Alto Rio Novo.
Conforme o boletim geo-hidrológico disponível no serviço de alerta do estado, entre domingo (26) e segunda-feira (27) “considera-se muito alta a possibilidade de eventos geo-hidrológicos no centro-sul do Espírito Santo, devido aos altos acumulados dos últimos dias e à continuidade de chuvas previstas para essa região. Considera-se alta a possibilidade de eventos geo-hidrológicos no norte do estado do Espírito Santo.”








