De um campo de golfe, nos EUA, nesta sexta-feira (03), o presidente Donald Trump ordenou o assassinato do general Qassem Soleimani, chefe da Força Quds, do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, segundo relatos da mídia.
Após autorizar o ato terrorista perpetrado contra o comboio que transportava um dos mais notáveis oficiais iraniano, ele voltou a jogar a partida normalmente, sem ser importunado. A frieza é de um gangster.
No dia seguinte ao ato terrorista, Trump vai para sua página no Twitter justificar o crime. Diz que o general era um terrorista, quando na verdade foi uma peça chave na derrota dos terroristas do Estado Islâmico e outras células patrocinadas pelo governo norte-americano na Síria.
O presidente desprezou o fato de Soleimani ter lutado ao lado das forças norte-americanas na guerra contra os Talebãs, no Afeganistão. O apagão histórico, obviamente, aproveita-se de uma mídia ocidental desmemoriada.
Trump diz também que a vítima era responsável pela ocupação recente da Embaixada dos EUA em Bagdá e que estaria planejando atentados contra alvos norte-americanos no Oriente Médio, sem mostrar uma única evidência sobre essas afirmações. Na ocupação Embaixada em Bagdá, é bom que se diga, não houve registro de mortes.
Esse ato criminoso mais recente é um episódio grave, que intensifica as tensões no Oriente Médio, põe em risco a vida de soldados norte-americanos na região e evidencia que os EUA detém poder demasiado, a ponto de decidir pela vida ou morte de um chefe de Estado como se decidisse o cardápio de um almoço na Casa Branca. Imagina o que não faz com a população civil em seus bombardeios cinicamente denominados de ataques cirúrgicos.
Para o Irã fica a convicção de que o país precisa desenvolver sua bomba atômica o quanto antes. É a máxima da diplomacia: tenha boas armas e terás bons vizinhos. Se detivesse um arsenal atômico, Trump estaria miando e não rugindo diante dos Aiatolás.
Se existe uma nação no mundo que deveria ser proibida de ter bomba atômica, ela se chama EUA, porque até hoje foi o único país do mundo a utilizar esta arma de destruição.
Usou contra duas cidades japonesas, Hiroshima e Nagasaki, quando o país já tinha assinado sua rendição na 2ª Guerra Mundial. Matou milhares de pessoas (entre crianças, mulheres, jovens e idosos), um crime contra a humanidade que ficou impune.
Promoveu um genocídio em duas cidades apenas para mostrar poder de fogo a União Soviética, que estava sob o comando de Stalin, e para testar o brinquedinho novo, que atualmente serve para coagir países e instabilizar a paz mundial.
A doutrina norte-americana, “America First” é cruel. É a América sempre acima de tudo e de todos. Tenta vender-se como polícia do mundo, considerando-se como única nação com direito a deter poderio militar e econômico. Isso tem custado caro e ceifado muitas vidas. Agora, com uma tacada de golfe e uma decisão inconsequente, o comandante em chefe desta potência, um verdadeiro criminoso de guerra, pode arrastar o mundo para um atoleiro.








