Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (31), estipulou que o salário mínimo em 2020 será de R$ 1.039, um reajuste de 4,1% sobre o atual piso de R$ 998.
O mínimo serve de referência para 49 milhões de pessoas, segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O valor ficou um pouco abaixo do piso de R$ 1.040 proposto pelo governo em abril, no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA), mas ficou acima do valor aprovado no orçamento de 2020 pelo Legislativo – de R$ 1.031.
Segundo o Ministério da Economia, o valor do salário mínimo definido pelo governo para 2020 contemplar a correção somente pela inflação, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O governo considerou os valores realizados do INPC nos meses de janeiro a novembro, e para o mês de dezembro a mediana das projeções de mercado apuradas pelo último Boletim Focus do Banco Central.
Em nota, o governo destacou que “a recente alta do preço da carne pressionou a inflação e, assim, gerou uma expectativa de INPC mais alto, o que está refletido no salário mínimo de 2020″, afirma o governo em nota.
Com isso, a área econômica indicou que desistiu, pelo menos em um primeiro momento, da política de aumentos reais (acima da inflação) que vinha sendo implementada nos últimos anos, proposta pela ex-presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.
Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a definição do salário mínimo deve continuar sendo feita ano a ano.








