Cobrando a taxa de esgoto mais alta do Brasil, a concessionária Águas do Paraíba, na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), poderá enfrentar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores.
O pedido foi protocolado pelo vereador Álvaro Oliveira e já conta com assinatura de mais cinco parlamentares. No legislativo, ao todo, são 25 vereadores, alguns integram a chamada “bancada do cocô”, alinhada com a concessionária. Confira vídeo:
CPI DA ÁGUAS DO PARAÍBA JÁ!
Acabamos de protocolar o requerimento pra CPI Águas do Paraíba! Não podemos nos calar diante de tudo que está acontecendo.. Ainda faltam 20 assinaturas.. Essa é a hora de mostrar quem é base da população ou base desse desgoverno!Publicado por Alvaro Oliveira em Segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Em 2018, Águas do Paraíba teve um faturamento líquido de R$ 57 milhões no município. Cobra a taxa de esgoto até mesmo em bairros que não estão contemplados por rede de coleta e tratamento.
A empresa é alvo de intensa reclamação de moradores, tendo sofrido várias condenações no judiciário local, mas ostenta o título de campeã em ganhar recursos em 2ª instância. Ou seja, a sorte mora no prédio do TJ, no Centro do Rio.
Goza de blindagem em segmentos da imprensa local graças às verbas publicitárias mensais, mais conhecida como “mensalão da mídia velha”.
A CPI poderá coincidir com a série de reportagem sobre a situação do esgoto nos bairros da periferia na principal cidade do Norte Fluminense.
Águas do Paraíba é um consórcio formado pela Queiroz Galvão e Carioca Engenharia, empresas que estão metidas na Operação Lava Jato por pagar propina a agentes públicos.
Em pesquisa realizada pelo Instituto Data VIU Estratégia (DVE) em julho deste ano na cidade de Campos, a concessionária é repudiada na prestação de serviços ao contribuinte.
A CPI será um luxo, principalmente se os vereadores convocarem os pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) para mostrar o nível de contaminação da água vendida a população.
Aliás, o desgaste da concessionária atinge o prefeito Rafael Diniz, porque parte da população tem dificuldade de dissociar a concessionária da administração municipal.








