*Da redação
Preso em flagrante nesta quarta-feira (16) em frente a sede do legislativo de São João da Barra (RJ), o vereador Gersinho Crispim estava com R$ 3.500 no bolso, que teria recebido pouco antes de um assessor como parte da “rachadinha”, prática em que o parlamentar fica com parte do salário de assessores, configurando crime de peculato.
Gersinho foi preso em uma operação executada por agentes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), todos sob o comando do Ministério Público Estadual (MPRJ).
A suspeita é de que o vereador recebia esses repasses mensalmente de servidores nomeados em seu gabinete.
O Ministério Público diz que as “investigações apontam para a existência de uma embrionária organização criminosa, hierarquicamente organizada e suficientemente sedimentada para a prática de reiterados crimes contra a administração municipal, causando prejuízos aos cofres públicos do Município” do Norte Fluminense.
A rachadinha tem se revelado como um dos pecados dos legislativos. Em Macaé, na atual legislatura, dois vereadores perderam o mandato por conta desse delito.








