A escolha do novo reitor da Uenf será definida em segundo turno e disputada pelos professores Raúl Palácios e Carlos Rezende, respectivamente, candidatos pela chapa 10 e chapa 11.
De acordo com o resultado da votação iniciada nos pólos avançados no sábado (31) e realizada no campus Leonel Brizola ontem (03), nenhuma das chapas obteve mais de 50% dos votos, o que garantiria uma vitória no primeiro turno.
O resultado da eleição foi divulgado pela Comissão Eleitoral no final da tarde desta quarta-feira (04).
A chapa liderada pelo professor Raul Palácios e apoiada pelo reitor Luis Passoni obteve 41,70% dos votos, enquanto que a chapa 11, liderada pelo professor Rezende ficou empatada com a chapa 10, liderada pelo professor Enrique Medina-Acosta, com 28,52% dos votos.
Pelo regimento interno da Universidade, os critérios de desempate são o candidato com maior titulação e o mais idoso, o que favoreceu Carlos Rezende, que publicou um vídeo de agradecimento aos seus eleitores na rede social.
https://www.facebook.com/avancauenf/videos/2360782120908665/
A organização do processo eleitoral foi controvertida, com flagrantes violações. Enquanto as chapas de oposição foram proibidas de fazer boca de urna ou ficar próximas às seções de votação com material de propaganda, o candidato Raul Palácios desfilou com camisas da chapa 10 nas dependências do pólo de Macaé no dia de votação, assim como teve correligionários assediando eleitores.
Se a eleição para reitor da Uenf fosse regida pelo TSE, o candidato da situação, Raul Palácio, estaria numa encrenca. Na secção de votação no pólo de Macaé, seu material de campanha está por todo lado. Ele também está desfilando por lá com camisa difundindo sua chapa. Escancarou! pic.twitter.com/8oQlGO2LmS
— Roberto Barbosa (@rgbarbosa) August 31, 2019
Imagens também comprovam um mural com cartaz do candidato na seção de votação de Macaé. Por conta das violações, integrantes da chapa 11 estariam defendendo um pedido de acompanhamento de órgãos do controle externo durante a votação do segundo turno.
O relatório de votação demonstra uma uma fragilidade do candidato da reitoria entre os professores, que têm maior peso na eleição, mas uma vantagem entre alunos e técnicos.
A chapa oficial também foi favorecida no primeiro turno pela pulverização dos votos de oposição entre duas chapas.
A soma dos votos dois candidatos da oposição no primeiro turno perfazem um total de 57%, contra os 41,70% da chapa 10, o que sinaliza possibilidade de mudanças na correlação de forças nessas nova etapa. Em vídeo postado em sua rede social, Carlos Rezende conclamou os eleitores de Medina a aderir a chapa 11 no segundo turno.








