*Agência VIU! | Com Sputnik News
Dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão foram expedidos pelo Juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, no âmbito da Operação Segredo de Midas.
A Operação é mais uma fase da operação Lava Jato. Durante a execução dos mandados, o empresário Eike Batista foi preso por agentes da Polícia Federal em sua residência, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O empresário já cumpria prisão domiciliar desde 2017.
Os dois mandados também incluíram o contador, Luiz Arthur Andrade Correia, conhecido como Zartha, que está no exterior. Ele seria o homem responsável pela movimentação de US$ 16 milhões pagos pelo empresário ao ex-governador Sérgio Cabral em troca de desapropriações no Porto do Açu, em São João da Barra.
O escândalo nas desapropriações no Açu é alvo de uma denúncia e de ação judicial formalizada pelo advogado Antônio Maurício Costa, em nome de pequenos produtores rurais prejudicados com o decreto de Cabral.
MERCADO DE AÇÕES
Em maio deste ano, Eike Batista foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por utilizar informações privilegiadas para lucrar no mercado de ações e manipular preços quando era acionista controlador e presidente do conselho de administração da OGX Petróleo e Gás Participações S.A.
Ele já havia sido preso em 2017, quando desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, após chegar do exterior, quando foi condenado pelo juiz Marcelo Bretas a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Aproximadamente três meses depois da prisão, mais precisamente, no final de abril de 2017, Eike Batista deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para cumprir prisão domiciliar, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.








