Acusado de receber propina nas obras do metrô, no Rio de Janeiro, o procurador do estado Renan Saad foi preso pela força-tarefa da Lava-Jato nesta segunda-feira (1º).
Ele é suspeito de receber R$ 1,165 milhão da Odebrecht para dar um parecer favorável a mudança de traçado na expansão do metrô do Rio.
A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta segunda-feira (1°), o procurador do estado Renan Saad. Ele foi preso em casa, em São Conrado, Zona Sul.
Saad é suspeito de receber R$ 1,265 milhão em pagamentos da Odebrecht para mudar o traçado da expansão do metrô do Rio. As investigações concluíram que Saad referendou a alteração no contrato da construção da Linha 4, sem a necessidade de fazer uma nova licitação.
O procurador foi preso em sua casa, no bairro de São Conrado, na zona sul do Rio.
De acordo com reportagem do site G1, as alterações avalizadas por Saad encareceram em mais de 11 vezes o valor da obra, que foi orçada em R$ 880 milhões, em 1998. A Linha 4 acabou custando aos cofres públicos R$ 9,6 bilhões.
A força-tarefa afirma que, somente da Odebrecht, integrantes do governo do Rio recebeu R$ 59,2 milhões em propinas relativas à expansão do metrô.
A Linha 4 liga a Zona Sul à Barra, na Zona Oeste, e foi entregue para os Jogos Olímpicos de 2016.








