O pedido de demissão do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, abre uma nova crise no governo Jair Bolsonaro.
O economista formalizou seu pedido de demissão ao ministro da Economia Paulo Guedes, neste domingo (16).
Levy, que foi o gestor das finanças do ex-governador Sérgio Cabral (no Rio de Janeiro), e que chegou a ser ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, vinha enfrentando críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro por conta da nomeação de Marcos Barbosa Pinto como diretor de Mercado de Capitais na instituição de fomento.
Nas declarações mais recentes, Bolsonaro afirmou publicamente que o presidente do BNDES estava com “a cabeça à prêmio” e ameaçou demiti-lo “sem consultar Paulo Guedes”.
Contudo, o pedido de demissão encaminhado neste domingo foi cordial e sem qualquer vestígio de ressentimento, mas para quem acompanha a política em Brasília, a impressão é de que o governo ganhou mais um “inimigo cordial”.
VEJA COMUNICADO
Solicitei ao ministro da Economia Paulo Guedes meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda.
Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas.
Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade.
Joaquim Levy








