quinta-feira, 22 outubro, 2026
Portal Viu
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Portal Viu
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Portal Viu
Nada encontrado
Ver todos os resultados

Paris em chamas

redacao Por redacao
03/01/2016 - 20:51
em Opinião
A A
Compartilhar:

O jihadismo é uma regressão e não essencialmente anticapitalista |

Depois dos episódios terroristas, acontecidos em  Paris, um contra o Jornal Charlie Hebdo, e o outro, contra o supermercado judeu kosher, em janeiro de 2015, temia-se uma nova ação jihadista, que não tardou muito a acontecer. A comparação  entre estes atentados, com o 11 de setembro americano, se tornou inevitável,  mesmo guardadas as devidas proporções.  É claro que esses eventos, distantes no tempo e no espaço, se aproximam: o de Nova York e os  de Paris.

A esperada ação jihadista chegou em 15 de novembro de 2015, no Canal Saint-Martin, na Casa de Espetáculos O Bataclan, abrindo uma sequência de atentados e ameaças não confirmadas de atentados. A ação veio de imediato, mais rápido do que se esperava. Após consumado o ataque ao Bataclan, um sentimento de terror é despertado na população. Horror absoluto, diante de 130 mortos e algumas centenas de feridos.

Essa tragédia tem uma significação própria: trata-se de um morticínio de população civil, barbaridade inteiramente injustificável, moral e juridicamente. Não se trata de vítimas colaterais, mas de vítimas principais, alvos civis criteriosamente escolhidos. Crime sem atenuantes.

Por que a França? A França possui a maior concentrção de comunidade muçulmana da Europa. Pode ter sido uma forma de intimidação a esses islamitas franceses para que não se desviem dos preceitos de Alá. A França também se juntou à coalizão que vinha combatendo o Estado Islâmico, na Siria e Iraque, de que também  participavam outras nações europeias e também países árabes, deslocados do eixo radical-fundamentalista..

Leia Também

Entre palcos e palanques: o meio artístico ganha protagonismo na reta final da eleição

Será que ainda acreditamos na política ou já perdemos a esperança?

O mundo já foi palco de duas grandes guerras, e é cenário de violentos conflitos étnicos, envolvendo muitas nações. Tudo somado, não se chega perto, nem de longe, ao horror absoluto do Estado Islâmico.

Mas como surgiu o jihadismo – ataques violentos de facções radicais do islamismo contra o Ocidente? Não surgiu dos erros e crimes dos ocidentais, embora tenha sido alimentado pela desastrosa invasão ao Iraque, decidida por George W. Bush e por seus conselheiros neoconservadores.

O Estado Islâmico surgiu no Iraque. Passou a se autodenominar, assim, a partir de 2013, e se tornou um califado, em 2014, com o autoproclamado califa Abu Bark Al-Baghadadi. É fruto de uma aliança entre sunitas fanáticos, com os remanescentes da polícia e do partido (Baath) de Sadam Hussein.

Segundo o Jornalista brasileiro Ruy Fausto, radicado na França, e que acompanhou de perto os atentados jihadistas de novembro último, em Paris, “o Estado Islâmico é, ao mesmo tempo, uma organização jihadista e terrorista, um exército, um território e mesmo um proto-Estado – em princípio parece não se encaixar em nenhuma categoria sociológica ou política. Assim, se pode ver nele a expressão de um arcaísmo, a volta a uma forma pré-moderna de poder. O Estado Islâmico é, em parte, isso, mas é também, mais que um arcaísmo, é uma forma de totalitarismo.”.

Conhecemos o totalitarismo através do nazismo alemão, nazi-fascismo italiano e socialismo soviético. A humanidade rejeitou, rejeita e rejeitará sempre qualquer forma de totalitarismo, mesmo que mascarado em democracias frágeis. Não será a esse totalitarismo de feições religiosas que o Ocidente vai aderir e a ele se se submeter, a despeito das ações de proselitismo e de recrutamento de crianças,  adolescentes e jovens, principalmente europeus.

O fundamentalista radical, extremista, pode, e deve ser considerado uma variedade do totalitarismo, porque trata-se de um poder hiperautocrático, com uma ideologia de conquista, não só com um apelo a  uma ampla mobilização popular, mas porque intervém, diretamente, em todo o tecido da vida individual das populações submetidas ao seu domínio ou que aderiram a ele.

Alguns querem crer que o jihadismo representa um progresso para aqueles que consideram que o mundo vai sempre, ou vai, afinal, para a frente, mesmo que por vias tortas. É o fetichismo do progresso, porque se vê na participação desses jovens jihadistas, um autêntico movimento emancipatória. Uma mitologia da Juventude. (FAUSTO, 2015)

Devemos sempre afirmar que o jihadismo é uma regressão. Ele não é essencialmente anticapitalista. É antidemocrático,  o que significa outra coisa.

O que o jihadismo combate são as liberdades civis, políticas e sociais que existem no Ocidente. Aliás, mesmo que fosse anticapitalista, nem por isso se poderia chegar á conclusão de que ele seria necessariamente progressista.

Tags: Artigo de João Vicente AlvarengaAtentados em Paris e o 11 de setembroParis em Chamas por João Vicente Alvarenga
Notícia anterior

Pezão corta R$ 1,6 bilhão

Próxima notícia

Investimentos em declínio

redacao

redacao

Próxima notícia

Investimentos em declínio

PM evita enforcamento em Campos

COLUNISTAS

Entre palcos e palanques: o meio artístico ganha protagonismo na reta final da eleição

Fabrício Cabral
21/10/2026 05:09

Temperança marca a transição para outubro com mensagem de equilíbrio e renovação

Carlos Fracho
28/09/2026 05:56

Na mira do MPRJ: Ala inaugurada em 2024 no Hospital Manoel Carola nunca funcionou 

Douglas Fernandes
25/09/2026 04:20

Mentira e eleição: quando convencer vale mais que dizer a verdade

João Vicente
15/09/2026 08:44

Frederico Paes e o governo que tenta trocar espetáculo por entrega em Campos

Roberto Barbosa
07/07/2026 11:23

STF e autismo: quando a condição precisa ser visível para ser reconhecida

Karoline Barbosa
28/05/2026 09:10

Thiago Rangel mantém influência na Alerj mesmo após afastamento, aponta blog

Mathilde no Poder
14/05/2026 10:05

A história de Jacyr Barbetto em Campos dos Goytacazes-RJ (Parte II)

Leonardo Santos
01/05/2026 11:30

EDITORIAS

Brasil Canal VIU Cidade Concurso Cultura D+News Economia Esporte Fonte Exclusiva GEEK Mundo Opinião Política Saúde Tecnologia
Portal Viu
Universidade Candido MendesO

 

Notícias das cidades do Estado do Rio de Janeiro, com destaque para Macaé e Campos dos Goytacazes, além dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Conheça o Portal VIU!

E-mail: [email protected]

  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Brasil inteiroVer por estado
Carregando dados oficiais do TSE…
Fonte: TSEAcompanhar apuração completa →

Add New Playlist