Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho traçam uma radiografia assustadora do mercado na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), no Norte Fluminense.
Entre setembro e dezembro de 2018, o comércio local contratou 2.594 trabalhadores, mas de janeiro e março de 2019, o mesmo setor demitiu 2007 trabalhadores com carteira assinada.
Em abril deste ano, a cidade contabilizou a geração de 780 empregos com carteira assinada. Um respiro decorrente do início da safra no setor sucroalcooleiro.
Mas são empregos sazonais e de baixa qualificação, que passam longe de refletir uma recuperação econômica na cidade. Uma das usinas, a Coagro, foi denunciada pelo Ministério Público Federal do Trabalho por não pagar salários da safra passada e manter uma lista negra de funcionários que reivindicam o pagamento na justiça.
Outro dado revelador: o município que até recentemente era turbinado pela indústria do petróleo voltou a ser dependente do setor sucroalcooleiro, que está restrito a duas usinas disputando matéria prima a cada ano mais escassa.








