A manifestação de partidários do presidente Jair Bolsonaro neste domingo (27) deixou uma percepção no governo de que o resultado não foi o esperado.
Internamente, integrantes do governo avaliam que os protestos não atraíram uma massa em número suficiente para acuar aliados e no fim Bolsonaro acabou falando para os de casa.
Em seu blog no portal UOL, o jornalista Tales Faria destaca que a ordem interna “é tentar evitar que o movimento deixe como herança um mau estar maior do que o anterior no relacionamento do governo com o Legislativo e o Judiciário”.
“Líderes governistas alertaram o Planalto de que só aumentou o grau de irritação no comando dos partidos do chamado Centrão (PP, DEM, MDB, PR, PRB, SD entre outros)”, afirma Faria.
No Congresso, segundo o jornalista, o clima azedou. Os presidentes de partidos do Centrão estão praticamente rompidos com o Bolsonaro.
“Ele cuida da vida dele e nós, da nossa. Aprovaremos no Congresso aquilo que for interessante para o nosso eleitorado e para que o país não quebre. Não vamos oferecer nem pedir nada. Inclusive cargos. O que nos interessa agora é o Orçamento impositivo. O cumprimento obrigatório das emendas parlamentares, com obras e serviços”, diz uma fonte do Centrão citada por Tales Faria.








