A Câmara de Vereadores de Macaé (RJ), Norte Fluminense, vai realizar consulta pública para ouvir a população sobre o projeto de lei que proíbe o uso de fogos de artifícios e sonoros na cidade.
O projeto é de autoria do presidente do legislativo, Eduardo Cardoso (PPS), e divide opiniões. A medida já virou lei na cidade Vassouras (RJ), no sul do Estado.
Cardoso destaca que o barulho afeta idosos e outros segmentos da comunidade. Ele também lembra a situação de animais “que precisam ser dopados em períodos de queima de fogos”.
O presidente da Câmara explicou que na cidade de Vassouras a medida foi adotada depois que um menino autista enviou uma carta ao prefeito reclamando do barulho provocado pelos fogos.
Trata-se, na verdade, do pequeno Thailer, de 7 anos, que por meio de carta enviada ao prefeito de Varrouras, Serverino Dias (PP), conseguiu que o pedido de proibição dos fogos barulhentos na cidade virasse lei aprovada no legislativo.
Em Macaé, o projeto recebeu parecer contrário do relator da Comissão de Constituição e Justiça, vereador Luiz Fernando Pessanha (sem partido). Ele argumenta que o projeto prejudica festas tradicionais na cidade, eventos religiosos e a tradicional queima de fogos no réveillon.
Já os vereadores Robson Oliveira (PSDB) e Luciano Diniz (MDB) se mostraram favoráveis ao projeto, lembrando que já foi adotado em outras cidades. O legislativo está realizando uma enquete sobre o tema. Até esta quarta-feira (3), 83% dos participantes se mostravam favoráveis ao projeto. A enquete está posicionada à esquerda, na parte inferior do site.








