País sinaliza mudança de estratégia no Oriente Médio e já teria comunicado aos aliados a intenção de levar 2 mil soldados de volta para casa; Leia mais:
O governo dos EUA está preparando a retirada de suas tropas da Síria, informa o Wall Street Journal. O pentágono já teria comunicado sua intenção aos seus aliados que estão combatendo no nordeste do país.
A decisão reflete o encerramento da campanha contra os terroristas do Estado Islâmico e uma mudança na estratégia militar do governo Trump no Oriente Médio.
“O Pentágono tem uma ordem para conseguir retirar as tropas da Síria o mais rápido possível”, disse uma autoridade dos EUA citada pelo Wall Street Journal.
DECISÃO OCORRE APÓS DOIS FATOS:
1 – Na semana passada, Donald Trump conversou por telefone com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que ameaça lançar um ataque contra os curdos, aliados nos EUA na Síria.
Erdogan se opôs firmemente à aliança norte-americana com as forças curdas na Síria. Erdogan considera o partido curdo como uma força terrorista que pretende desestabilizar a Turquia. Mas os EUA confiam nos curdos como a força de combate mais eficaz na Síria contra o Estado Islâmico.
2 – Na última semana, o Senado norte-americano também determinou que o Pentágono suspenda toda ajuda ao governo da Arábia Saudita na sangrenta guerra do Iêmen.
Os EUA mantém mais de 2.000 militares atuando ao lado de militantes sírios, sem autorização do governo do país e da ONU, sendo considerado pelo governo local como invasor. A presença militar sob a justificativa de derrotar o Estado Islâmico também tem o objetivo claro de evitar a expansão da influência do Irã e da Rússia na região, embora oficialmente, os militares dos EUA não tenham autorização para combater o Irã na Síria.
Em vários ataques das forças aliadas sob o comando dos EUA, supostamente contra forças do Estado Islâmico, resultaram na morte de centenas de civis, entre eles crianças, mulheres e idosos.








