Ministério Público aponta desvio de R$ 10,9 milhões em esquema de propina na cidade da Região Metropolitana do Rio; Leia mais:
O prefeito de Niterói (RJ), Rodrigo Neves (PDT), foi preso na manhã desta segunda-feira (10) no âmbito da Operação Alameda, realizada pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual (MPRJ). Ele é acusado de receber propina de empresas no setor de transporte coletivo, conduta descrita pelo MP como crime de corrupção e organização criminosa.
Em quatro anos (de 2014 a 2018), o esquema teria desviado aproximadamente R$ 10,9 milhões dos cofres públicos. Segundo as investigações, Neves recebia 20% do equivalente ao reembolso da gratuidade subsidiada para idosos, estudantes e deficientes.
O ex-secretário de Obras do Município, Domício Mascarenhas, também foi preso na Operação. Ele é apontado como o responsável pelo recolhimento da propina.
Estão sendo executados mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os acusados, que além do prefeito, inclui um ex-secretário e empresários do setor de transportes urbanos.
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Os mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça (TJRJ) estão sendo executados na casa do Prefeito (no bairro Santa Rosa), na sede da Prefeitura, sede de oito empresas, nos escritórios do consórcios Transoceânico, Transnit e no Sindicato das Empresas Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj).
A Operação Alameda é um desdobramento da Operação Lava Jato. Esta etapa é decorrência dos depoimentos do ex-diretor da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Marcelo Traça, que fez acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). As provas foram compartilhadas com o MP Estadual por autorização do juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas.








