Candidato de centro-direita, Maurício Macri, vence a eleição contra o candidato peronista, mas abre caminho para uma futura tentativa de Cristina Kirchner voltar ao poder |
Da Redação com a Reuters |
BUENOS AIRES – O argentino Mauricio Macri, opositor de centro-direita, venceu a eleição à Presidência do país no domingo (22/11) prometendo uma virada para recuperar a economia, uma manobra que vai requerer habilidade para manter as conquistas sociais da última década e evitar que a Argentina caia outra vez em uma crise.
Ao colocar fim a uma hegemonia de 12 anos de peronismo, Macri obteve 51,5% dos votos, ante 48,5% do candidato do partido governista Daniel Scioli.
Com a vitória de Macri, a Argentina tomará o caminho da reconciliação com investidores, que vinham desaparecendo fugindo dos controles cambiais, restrições às exportações e outras políticas intervencionistas da presidente Cristina Kirchner, que não pode concorrer a outra reeleição.
“Juntos podemos construir a Argentina que sonhamos”, disse Macri em seu comitê central de campanha. “É uma mudança de época que tem que nos levar ao futuro, às oportunidades que precisamos para crescer”.
Oposição
A presidente Cristina Kirchner deve liderar a oposição ao atual governo. Ela apoiou o candidato derrotado Daniel Scioli, mas entre alguns analistas, há quem avalie que a derrota foi a opção preferencial para o governo diante um país contagiado pela crise econômica mundial.
Jornalistas citam um comício do candidato governista, que teve a participação da presidente, em que ela discursou e não citou o nome do candidato. A presidente estaria almejando um futuro retorno ao governo e com a eleição de um aliado a tarefa seria, no mínimo, embaraçosa para quem já exerceu 12 anos de domínio sobre o país.








