Escutas telefônicas realizadas com autorização da Justiça revelam que soldado do Exército executado foi confundido com rival de traficante; Leia e saiba mais:
Foto: Polícia Civil
O Ministério Público Estadual (MP-RJ) e Polícia Civil desbaratou nesta terça-feira (16) uma central do crime na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O grupo operava no Parque Eldorado e Sapo 2, duas comunidades de Guarus, na periferia da cidade.
As investigações concluíram que o traficante Cassiano Soares da Silva Vicente, o Cóto, mesmo preso na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, ordenava mortes de inimigos. Seu poder entre os moradores é absoluto, de forma que definia os políticos que podiam fazer carreatas nas comunidades sob seu domínio nas campanhas eleitorais e até pedia votos.
Outro alvo da operação, acusado de integrar a quadrilha, é jogador do Campos Associação Atlética, Yuri de Carvalho da Silva, apontado como um dos revendedores de droga. O jogador estaria escalado pelo clube para atuar contra o Queimado, na próxima partida da série B do estadual.
ENTENDA O CASO
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e a Polícia Civil deflagraram nesta terça-feira a Operação Verde Oliva. O objetivo e cumprir 34 mandados de prisão temporária e 40 mandado de busca e apreensão na cidade de Campos-RJ. As investigações tinha como alvo o tráfico de drogas. Os mandados foram autorizados pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Campos. De acordo com a Polícia Civil, 28 pessoas foram pressas. Os policiais também apreenderam dinheiro e armas.
A investigação teve início após a morte do soldado da 2ª Companhia do Exército de Campos, Hugo Soares de Alvarenga, no dia 23 de junho deste ano. Com autorização da Justiça, foram instaladas escutas telefônicas, que verificaram que o militar foi confundido com um integrante de facção rival e morto a tiros.
As escutas também revelaram que o grupo é responsável por diversos homicídios a mando do líder. Outro desses homicídios verificados foi o de Leonardo Felipe, um travesti conhecido por Paolla.
As investigações, segundo o MP, comprovam que a quadrilha atua com venda de drogas e armas. Além de buscas e apreensões nas casas dos suspeitos, os agentes também farão uma varredura em celas, como da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, principalmente no alojamento dos traficante Cóto, que teria acesso a celulares, drogas, internet e até vídeo game. O Ministério Público pediu o bloqueio das contas bancárias de Cassiano e de sua companheira, Lara de Souza.








