Depois de críticas à série “O Mecanismo”, empresa desmente intenção de fazer documentário sobre deputado do PSL;
Foto: Rafael Wallace/ Alerj
O deputado estadual Flávio Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL) do Rio de Janeiro, foi chamado de ‘louca’ pela Netflix Brasil nesta terça-feira (27) ao afirmar que a empresa estaria interessada em fazer uma série sobre o seu pai, o deputado federal Jair Bolsonaro, também do PSL.
A discussão ocorreu por volta das 12h, no perfil oficial do político no Twitter, tendo como pano de fundo a polêmica em torno da série “O Mecanismo”, que reconta episódios recentes da política brasileira de maneira ficcional, alterando fatos de grande apelo popular ligados à operação Lava Jato.
Se a esquerda está apavorada com a série “Mecanismo”, imagina se eles soubessem que a @NetflixBrasil poderia estar interessada em fazer uma série sobre Bolsonaro.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 27, 2018
Você está louca, querida.
— Netflix Brasil (@NetflixBrasil) March 27, 2018
Pouco depois de ser chamado de ‘louca’ e ‘querida’ pelo serviço de streaming, o deputado fluminense voltou a se manifestar sobre o assunto, dizendo ter testemunhas sobre o que havia afirmado mais cedo:
Olha que eu tenho testemunhaS hein!!! https://t.co/tJfW64OMUE
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 27, 2018
A discussão entre o filho de um dos principais pré-candidatos à Presidência da República e a Netflix Brasil ocorre poucos dias após a empresa provocar uma série de reações negativas com o lançamento de “O Mecanismo”, obra bastante criticada principalmente por simpatizantes dos ex-chefes de Estado Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, vistos como principais vítimas da “propagação de mentiras” levada a cabo pelo cineasta José Padilha e seus colaboradores, segundo palavras da ex-presidente.
A mentira tem perna curta. E, agora, a mentira ganha as telinhas de tevê: “O mecanismo”, na Netflix. pic.twitter.com/cU1SO5WUcQ
— Dilma Rousseff (@dilmabr) March 26, 2018
Em tempos de “fake news”, revoltados com a releitura proposta por “O Mecanismo”, vários usuários decidiram boicotar a Netflix, cancelando sua assinatura. Em entrevista ao jornal O Globo, Padilha, responsável pela série ao lado de Elena Soárez, Felipe Prado e Marcos Prado, disse não acreditar que tenha espalhado notícias falsas com o seu novo produto. Segundo ele, a série mostra a corrupção gigantesca operada por PT, PMDB e PSDB, e a esquerda, ao fingir que não viu o desvio de bilhões de dólares dos cofres públicos, se preocupando mais com o uso da expressão “estancar a sangria” [dita originalmente pelo senador Romero Jucá, mas atribuída, na série, ao personagem que retrata Lula], se mostrou enlouquecida e tão hipócrita quanto a direita.
*Sputnik News








